Religiões e Culturas Pagãs

Os israelitas dos tempos do Antigo Testamento entraram em contato com cananeus, egípcios, babilônios e outros povos que adoravam deuses falsos. Deus advertiu o seu povo a que não imitasse seus vizinhos pagãos, mas os israelitas lhe desobedeceram. Repetidas vezes descambaram para o paganismo. Que é que essas nações pagãs adoravam? E como foi que isso desviou os israelitas do verdadeiro Deus?

Ao estudarmos essas culturas pagãs, aprendemos como o homem tentou responder às perguntas supremas da vida antes de encontrar a luz da verdade divina. Também, chegamos a entender o mundo em que Israel vivia — um mundo do qual a nação foi chamada para ser radicalmente diferente, tanto no terreno étnico como no ideológico. Antes de iniciarmos tal estudo, devemos tomar algumas precauções. Primeiro, precisamos lembrar-nos de que estamos, pelo menos, a dois milênios das culturas que passaremos a descrever. A evidência (textos, edifícios, artefatos) amiúde é muito resumida. Por isso precisamos ser cautelosos em nossas conclusões.

Em segundo lugar, devemos reconhecer que vivemos numa sociedade pluralista na qual cada pessoa é livre para crer ou descrer, conforme preferir. Os povos antigos, porém, achavam necessário ter algum tipo de religião. Um agnóstico ou “livre-pensador” teria passado por maus momentos entre os egípcios, os heteus, ou até entre os gregos e os romanos. A religião estava por toda a parte. Era o âmago da sociedade antiga. O indivíduo adorava as divindades de seu vilarejo, cidade ou civilização. Se ele se mudava para uma nova casa ou viajava por um país estrangeiro, o dever obrigava-o a mostrai respeito pelas divindades do lugar.

ASPECTOS COMUNS DAS RELIGIÕES PAGÃS

Certos aspectos eram comuns à maioria dessas religiões pagãs. Todas elas participavam da mesma visão do mundo, que se centrava na localidade e seu prestígio. As diferenças entre as religiões dos sumários e dos assírio-babilônios ou entre as religiões dos gregos e dos romanos eram muito pequenas.

A. Muitos Deuses. Em sua maioria, essas religiões eram politeístas, o que significa que reconheciam muitos deuses e demônios. Uma vez admitido ao panteão (coleção de divindades de uma cultura), o deus não poderia ser dele eliminado. Ele havia ganho “estatura divina”.

Cada cultura herdava ideias religiosas de seus predecessores ou as adquiria na guerra. Por exemplo, o que Nanna (deus da Lua) era para os sumérios, Sin era para os babilônios. O que Inanna (deusa da fertilidade e rainha do céu) era para os sumérios, Ishtar era para os babilônios. Os romanos simplesmente assumiram os deuses gregos e lhes deram nomes romanos. Assim, para os romanos Júpiter era igual a Zeus, deus do firmamento; Minerva equivalia a Atena como deusa da sabedoria; Netuno correspondia a Posêidon como deus do mar; e assim por diante. Em outras palavras, a ideia que se tinha do deus era a mesma; apenas o invólucro cultural era diferente. Assim, uma cultura antiga podia absorver a religião de outra sem mudar a marcha nem interromper o passo. Cada cultura não só reivindicava os deuses de uma civilização anterior, reclamava como seus os mitos da outra, introduzindo apenas mudanças insignificantes.

Os principais deuses muitas vezes estavam associados a algum fenômeno natural. Assim, Utu/Shamash é a um tempo o Sol e o deus do Sol; Enki/Ea é tanto o mar como o deus do mar; Nanna/Sin é a Lua e também o deus da Lua. As culturas pagãs não faziam distinção alguma entre um elemento da natureza e a força por trás desse elemento. O homem antigo lutava contra as forças naturais que ele não Podia controlar, forças que poderiam ser ou benéficas ou malévolas. Chuva em quantidade suficiente garantia uma safra abundante, mas chuva em demasia destruiria essa colheita. A vida era de todo imprevisível, especialmente levando-se em conta que os deuses eram considerados como caprichosos e excêntricos, capazes de fazer o bem ou o mal. Os seres humanos e os deuses participavam do mesmo tipo de vida; os deuses tinham a mesma sorte de problemas e frustrações que os seres humanos. Este conceito chama-se monismo. Desse modo, guando o Salmo 19:1 diz: “Os céus proclamam a glória de Deus e o armamento anuncia as obras das suas mãos“, ele zomba das crenças dos egípcios e dos babilônios. Esses O povos pagãos não podiam ima-Sinar que o Universo cumprisse um plano divino total.

Os egípcios também associavam seus deuses a fenômenos da natureza: Shu (ar), Rê/Hórus (Sol), Khonsu (Lua), Nut (firmamento), e assim por diante. A mesma tendência aparece na adoração hitita de Wurusemu (deusa do Sol), Taru (tempestade), Telipinu (vegetação), e diversos deuses de montanha. Entre os cananeus, El era o sumo deus do céu, Baal era o deus da tempestade, Yam era o deus do mar, e Shemesh e Yareah eram os deuses do Sol e da Lua respectivamente. Por causa desta desnorteante linha de divindades da natureza, o pagão jamais poderia falar de um “universo”. Ele não fazia ideia de uma força central que a tudo une, e pela qual todas as coisas existem. O pagão acreditava viver num “multiverso”.

B. Adoração de Imagens. Outro traço comum da religião pagã era a iconografia religiosa (fabricação de imagens ou totens para adoração). Todas essas religiões adoravam ídolos; só Israel era oficialmente anicônica (isto é, não tinha imagens, não tinha nenhuma representação pictórica de Deus). O segundo mandamento proibia imagens de Jeová, como os bezerros de Arão e de Jeroboão (Êxodo 32; 1 Reis 12:26ss.). Mas religião anicônica nem sempre era a história toda. Os israelitas adoraram ídolos pagãos enquanto na escravidão do Egito (Josué 24:14), e muito embora Deus banisse seus ídolos (Êxodo 20:1-5), os moabitas induziram-nos de novo à idolatria (Números 25:1-2). Idolatria foi a ruína dos dirigentes de Israel em diferentes períodos de sua história, e Deus finalmente permitiu que a nação fosse derrotada “por causa dos seus sacrifícios” a ídolos pagãos (Oséias 4:19).

A maioria das religiões pagãs retratava seus deuses de maneira antropomórfica (isto é, como seres humanos). Na verdade, só um perito pode olhar para um retrato de deuses e de mortais babilônios e dizer quem é quem. Os artistas egípcios comumente representavam seus deuses como homens ou mulheres com cabeças de animais. Hórus era um homem com cabeça de falcão; Sekhmet era uma mulher com cabeça de leoa; Anúbis era um chacal, Hator uma vaca, e assim por diante. Os deuses hititas podem ser reconhecidos por algum outro objeto distintivo, como um capacete com um par de chifres. Os deuses gregos também eram retratados como humanos, mas sem as berrantes características das divindades semíticas.

C. Auto-Salvação. Qual a importância da representação dos deuses como seres humanos? Os capítulos iniciais do Gênesis dizem que Deus criou o homem à sua imagem (Gênesis 1:27), mas os pagãos tentaram fazer deuses à sua própria imagem. Quer dizer, os deuses pagãos eram meramente seres humanos ampliados. Os mitos do mundo antigo diziam que os deuses tinham as mesmas necessidades que os seres humanos, as mesmas fraquezas e as mesmas imperfeições. Se houvesse diferença entre os deuses pagãos e os homens, era só de grau. Os deuses eram seres humanos feitos “maiores do que a vida”. Com frequência eram projeções da cidade ou da comuna.

D. Sacrifício. A maioria das religiões pagãs sacrificava animais para acalmar seus deuses, e algumas até sacrificavam seres humanos. Visto como os adoradores pagãos criam que seus deuses possuíam desejos humanos, eles também ofereciam aos deuses ofertas de alimento e de bebida (cf. Isaías 57:5-6; Jeremias 7:18). Os cananeus criam que os sacrifícios possuíam poderes mágicos que levavam o adorador a cair nas graças e no ritmo do mundo físico. Contudo, os deuses eram caprichosos, e por isso os adoradores às vezes ofereciam sacrifícios para garantir vitória sobre os inimigos (cf. 2 Reis 3:26-27). Talvez seja por isso que os reis decadentes de Israel e de Judá consentiam nos sacrifícios pagãos (cf. 1 Reis 21:25-26; 2 Reis 16:13). Desejavam obter ajuda mágica no combate aos babilônios e aos assírios — de preferência a ajuda dos mesmos deuses que haviam dado vitória aos seus inimigos.

RELIGIÃO OFICIAL VS. RELIGIÃO POPULAR

As religiões politeístas antigas operavam em dois níveis: a religião oficial do estado religioso arcaico e a religião popular, pouco mais que superstição.

A. Categorias de Deuses. Cada sistema religioso antigo tinha um deus principal, mais poderoso do que os restantes. Para os egípcios, este podia ser Rê (ou Rá), Hórus ou Osíris; para os sumários e acadianos, podia ser Enlil, Enki/Ea, ou Marduque; para os cananeus, seria El; para os gregos, Zeus. Na maioria dos casos, os pagãos edificavam templos e elaboravam liturgias que eram recitadas em honra desses sumos deuses. Em geral o rei presidia a essa adoração, atuando como representante do deus numa refeição ritual, num casamento ou num combate. Essa era a religião oficial. “O templo era o lar do deus, e os sacerdotes eram os seus assessores domésticos. Todos os dias era dever dos assessores do templo atender às ‘necessidades corporais’ do deus segundo uma rotina fixa. “Mas o deus não era meramente o chefe de família do templo; ele era também o senhor e mestre do seu povo, e como tal, tinha direito às ofertas e tributos de muitos tipos…”. Os deuses da religião oficial estavam por demais afastados do homem local para que tivessem algum valor prático.

O Egito antigo dividia-se em distritos chamados nomes. Nos primeiros tempos do Egito havia 22 destes no Alto Egito (a região Sul) e vinte na área do delta ao Norte. Cada nome tinha uma cidade-chave ou capital e um deus local que era cultuado nesse território: Ptá em Mênfis, Amen-Rê em Tebas, Tote em Hermópolis, e assim por diante. Na Mesopotâmia também, cada cidade era consagrada a um deus ou deusa: Nana/Sin em Ur (terra natal de Abraão), Utu/Shamash em Larsa, Enlil em Nipur, e Marduque na Babilônia. Os cananeus adoravam a “Baal” (a divindade local da fertilidade), mas o povo de cada comunidade tinha seu próprio baal, conforme vemos pelos nomes de lugar como Baal-Zefon, Baal-Peor, e Baal-Hermom (todos mencionados no Antigo Testamento — p. ex., Êxodo 14:2; Números 25:5; Juizes 3:3). No Oriente Próximo antigo, a religião oficial era orientada para o estado, enquanto a religião popular era orientada para a localidade geográfica. O homem antigo não via incompatibilidade entre crer em deuses “lá do alto” e “cá de baixo” — todos competindo por sua atenção e sujeição ou prestação de serviços. Este era o reconhecimento parcial do problema último da imanência e da transcendência.

B. Filosofia Abstrata. Os antigos começaram a afastar-se da superstição pura e deificaram vários ideais abstratos sob os nomes de deuses antigos. Na Mesopotâmia, “Justiça” e “Retidão” aparecem como divindades menores no cortejo de Utu/Shamash, o deus do Sol; eram chamadas Nig-gina e Nig-sisa, respectivamente. O “chefe” delas era Shamash, o deus mesopotâmio da lei. Os pensadores antigos imaginavam essas ideias abstratas como deuses, de preferência a tratar com as próprias ideias.

Os egípcios, mais do que ninguém, fizeram isso. Alguns dos principais deuses egípcios enquadram-se nesta categoria, como por exemplo Atum, que expressa o conceito de universalidade. O nome Amon significa “escondido” — os egípcios pensavam que ele era um deus sem forma, invisível, que podia estar em qualquer parte e qualquer pessoa podia adorá-lo. Por esse motivo, mais tarde eles enxertaram a ideia de Amon em Rê, e o deus passou a ser Amen-Rê, “o rei da eternidade e guarda dos mortos”. Os templos mais maciços da história egípcia foram construídos em honra de Amen-Rê em Carnaque. A deusa Maat era outra ideia que se tornou deus entre os egípcios. Supunha-se que ela personificava a verdade e a justiça e era a força cósmica da harmonia e da estabilidade. Os cananeus representavam a verdade e a justiça mediante os deuses Sedeque e Mishor, que deviam estar sob as ordens do deus She-mesh. Todavia, muito embora os pensadores pagãos pudessem lidar mais facilmente desse modo com essas ideias, poucos dos deuses estiveram à altura dos ideais dos pensadores, segundo a lenda. A religião dos cananeus deu continuação ao antigo desejo de harmonia sexual com a natureza, o que estimulava especialmente os rituais obscenos.

C. A Crença de Akhnaton. As religiões pagãs da Mesopotâmia nunca saíram de seu molde politeísta. W. W. Hallo, estudioso das religiões antigas, fala da “antipatia intransponível com relação a um monoteísmo exclusivo”3 da parte dos mesopotâmios. A mesma coisa pode dizer-se de outros povos da antigüidade: heteus, persas, cananeus, gregos e romanos. Há, talvez, uma exceção. Tipicamente o Egito era politeísta, mas durante sua décima oitava dinastia o país produziu o famoso faraó Amenotepe (Amenófis) IV (1387-1366 a.C). Ele proscreveu a adoração de todos os deuses, exceto Aton (o “disco solar”), e depois mudou seu próprio nome para Akhnaton. Antes de Akhnaton, as divindades egípcias muitas vezes se haviam fundido ou ligado com um único deus-conceito (geralmente Rê); isto, porém, não é monoteísmo. Mas os egípcios chamavam o deus Aton de “único deus, que não tem outro igual”. Isso tinha efeitos políticos de longo alcance e não poderia ter sido realizado sem o apoio do exército e dos sacerdotes. Mas a religião de Akhnaton estava longe de dizer: “Ouve, Israel, o Senhor nosso Deus é o único Senhor” (Deuteronômio 6:4). A “reforma” de Akhnaton foi, contudo, de curta duração, e seus sucessores purgaram o Egito dessa “heresia”. O antigo sacerdócio político voltou ao poder e deu apoio ao seu próprio faraó. No mundo antigo, só Israel era totalmente monoteísta. Mas, asseguremo-nos de entender o que isso significa. Monoteísmo não é simplesmente uma questão de número. Talvez a declaração mais sucinta seja a de W. F. Albright, que diz que o monoteísmo é “a crença na existência de um único Deus, que é o Criador do mundo e o doador de toda vida. . . .[é] tão superior a todos os seres criados… que permanece absolutamente único”. Isso fazia que Israel fosse radicalmente diferente de seus vizinhos pagãos.

RELIGIÃO PAGÃ NA LITERATURA

Quando nos voltamos para a literatura do mundo antigo obtemos o mais nítido quadro das religiões pagãs. Quase toda a literatura antiga reflete a religião de sua cultura: hinos, orações, inscrições reais, encantamentos, textos históricos, e epopeias. As crenças de um povo são vistas com maior clareza quando as pessoas fazem a si próprias perguntas como: Quem sou eu? De onde vim? O que é este mundo? Como explicar a existência do prazer e do sofrimento? Encontramos as respostas à maioria destas perguntas nas histórias antigas da criação (tecnicamente chamadas de cosmogonias), e é difícil encontrar um grupo de pessoas sem alguma tradição neste ponto.

A. Historias Egípcias da Criação. O Egito tinha pelo menos cinco diferentes histórias que explicavam a origem do mundo, dos deuses e do homem. Duas dessas cinco bastam para exemplificar aquilo em que os egípcios criam. Da cidade de Heliópolis nos vem a história de que Amen-Rê surgiu da massa aquosa (Num) por seu próprio poder. Então, de si próprio reproduziu o primeiro casal divino, Shu e Tefnut (ar e umidade, macho e fêmea). Este casal acasalou-se e produziu outra geração de deuses, Geb (terra) e sua esposa Nut (céu, firmamento). E assim teve início o processo da vida. Em outra história (esta proveniente da cidade de Hermópolis), a criação começou com quatro casais de deuses. Esses quatro casais criaram um ovo do qual nasceu o Sol (Rê). Então Rê criou o mundo. Os egípcios narravam essas histórias da criação com o intuito de provar que sua cidade é o lugar da criação. Mênfis, Tebas, Heliópolis e Hermópolis reivindicavam ser o território onde tudo isso começou.

B. História Babilônica da Criação. O mais completo relato da criação oriundo da Babilônia é geralmente denominado Enuma Elish. São estas as duas primeiras palavras da narrativa, que, traduzidas, significam: “Quando nas alturas…” No princípio havia dois deuses, Apsu e Tiamat, que representavam as águas doces (macho) e águas salgadas (fêmea). Coabitaram e produziram uma segunda geração de seres divinos. Dentro em breve Apsu sofria de insônia porque as divindades jovens faziam muito barulho; ele simplesmente não conseguia dormir. Queria matar os arrogantes barulhentos, a despeito dos protestos de Tiamat, sua esposa. Mas antes que ele o fizesse, Ea, o deus da sabedoria e da magia, fez Apsu dormir sob um encantamento mágico e o matou. Para não ser sobrepujada, Tiamat tramou vingar-se do matador de seu marido e dos que o ajudaram. Sua primeira providência foi arranjar um segundo marido, cujo nome era Kingu. Então ela formou um exército para seus planos de vingança. A esta altura os deuses apelam para Marduque. Felizmente ele aceitou salvá-los sob a condição de que, se saísse vitorioso sobre Tiamat, eles o fariam chefe de todos os deuses. O confronto terminou com uma brilhante vitória para Marduque. Ele capturou os seguidores de Tiamat e os fez seus escravos. Depois partiu o cadáver de Tiamat ao meio, criando o céu de uma metade e a Terra da outra. Ordenou aos antigos partidários de Tiamat que tomassem conta do mundo. Pouco depois, Marduque concebeu outro plano. Mandou matar a Kingu e do seu sangue arranjou para Ea fazer o homem. Segundo a história, o quinhão do homem é andar “sobrecarregado com a labuta dos deuses”. Para demonstrar sua gratidão a Marduque, os deuses ajudaram-no a construir a grande cidade de Babilônia e seu imponente templo. A história termina descrevendo a grande festa que os deuses deram em honra de Marduque e arrolando cinquenta nomes de Marduque, cada um dos quais deveria indicar algum poder ou realização que o caracteriza. Observe algumas das ênfases dessa história. Diz que no começo havia dois deuses, Apsu e Tiamat, macho e fêmea. Isso difere acentuadamente do relato da criação de Gênesis 1-2, o qual declara que no princípio havia um Deus, e não dois. Por que é importante saber que Deus não tinha cônjuge e estava só? Porque mostra que Deus encontra realização em si e não necessita de recurso algum fora de si próprio. Os capítulos iniciais do Gênesis não se referem a nenhuma outra coisa que encontre realização em si própria. Todas as criaturas de Deus encontram realização em algo ou em alguém fora de si mesmas. O pagão babilônio não tinha problema algum em crer que no princípio havia dois deuses. Tanto quanto lhe dizia respeito, poderia não haver futuro com apenas um deus. Como haveria criação ou procriação se houvesse somente um deus? Quando o pagão falava de seus deuses, ele só o fazia em categorias humanas. Não lhe era possível imaginar um deus diferente.

Parece-nos estranho o deus babilônio Apsu se queixar de que deseja dormir. Mas quando o Salmista disse que nosso Deus “não dormita nem dorme” (Salmo 121:4), ele estava afirmando algo que não era óbvio no seu tempo. Isto acentua o fato de a crença de Israel em Deus ser radicalmente singular entre os povos do mundo antigo. Apsu estava pronto para matar porque seus filhos o mantinham acordado. Ele não tinha motivo moral definido. O deus está irado — não porque o homem tenha enchido a terra de violência e corrupção, mas porque ela é tão barulhenta que ele não consegue dormir! Parece-nos estranho que um deus como Apsu pudesse atuar levado por motivos tão egoístas. Mas a mente pagã raciocinava que se o homem mortal se comportava desse modo, por que os deuses não o fariam também? O verdadeiro propósito da Enuma Elish não é relatar a criação do mundo. Sua intenção é responder à pergunta: Como foi que o deus Marduque veio a ser o deus principal da poderosa Babilônia? Mais do que provável, os babilônios liam essa composição especial na festa de Ano-Novo com a esperança de garantir um ano bom. Marduque representava as forças da ordem e Tiamat as forças do caos. Esta linha de pensamento conclui que, se uma pessoa profere as palavras certas na hora certa, suas possibilidades de sucesso aumentarão. Ela vê a celebração ou invocação dos deuses como um talismã. Os mitos pagãos concebem a criação do homem como uma reflexão posterior. Dizem que o homem foi criado para ser servo dos deuses, para fazer o trabalho difícil ou pesado deles. Os babilônios criam que o homem era mau porque Marduque o havia criado do sangue de Kingu, o deus rebelde. Por certo esse relato nada tem da majestade que encontramos circundando a criação do homem no Gênesis. A Bíblia diz que Deus criou o homem à sua própria imagem, distinto de tudo o mais que havia feito (Gênesis 1:26ss.). E só a Bíblia, de toda a literatura antiga, tem um relato à parte da criação da mulher (Gênesis 2:21-25).

C. Mitos Pagãos do Dilúvio. Na Bíblia, a história da criação vem logo seguida pelo Dilúvio, a reação de Deus às repetidas iniquidades do homem (Gênesis 6-9). Tanto no Egito como em Canaã encontramos narrativas referentes a deuses irados que descarregaram sua fúria sobre a humanidade, às vezes acompanhada por uma grande inundação. Na mitologia egípcia, a deusa Sekhmet tencionava eliminar a raça humana. Ela só não conseguiu o seu intento quando outros deuses inundaram o mundo com cerveja tingida de vermelho-sangue. Sedenta de sangue como era, Sekhmet bebeu tudo quanto pôde e a cerveja a fez dormir. A literatura cananeia conta uma história semelhante acerca da deusa Anath (esposa de Baal), que saiu com violência contra o homem. A história não omite nenhum detalhe sangrento enquanto ela batalha com clava e arco: “Sob Anath (voavam cabeças como abutres/Sobre ela (voavam) mãos como gafanhotos. . . Ela imerge até à altura dos joelhos no sangue de heróis/Até à altura do pescoço no sangue derramado dos soldados. . . Anath enfuna o fígado com gargalhada/Seu coração está cheio de alegria/Porque na mão de Anath está a vitória.”4 A literatura mesopotâmica inclui um texto crucial que descreve um dilúvio como castigo divino. Este texto especial é chamado Epopeia de Gilgamesh. O próprio personagem central é uma combinação de história e lenda. Ele foi, de fato, o quinto rei de Uruque (c. 2600 a.C.) e aparece na lenda como um indivíduo semelhante a Sansão. Duas coisas se destacam nas tradições acerca de Gilgamesh. Primeira, a história diz que ele era um terço humano e dois terços divino. Admitia-se que ele era uma mistura de linhagem humana e divina; sua mãe era a deusa Ninsun e o pai era Lugal-banda, um primitivo rei de truque. A Epopeia de Gilgamesh conta como Gilgamesh tratava com brutalidade os seus súditos. Para abrandá-lo, o povo de Uruque persuadiu a deusa Aruru a criar um homem por nome Enquidu. Enquidu fielmente conheceu a Gilgamesh e os dois se tornaram amiríssimos. Ubseqüentemente, eles guerrearam contra todos os tipos de monstros, como o mau dragão Humbaba. Gilgamesh é bonito — tão bonito que a deusa Ishtar lhe propõe casamento. Gilgamesh rejeita a proposta porque ela é uma esposa e amante promíscua. Enfurecida, Ishtar obtém permissão do pai, Anu, para destruir a Gilgamesh com o Touro do Céu. Segue-se uma luta feroz, e de novo Gilgamesh e Enquidu saem vitoriosos. Mas depois Enquidu adoece e morre. Meditando na morte do companheiro, Gilgamesh resolve encontrar um homem chamado Utnapistin, o único mortal que se tornou imortal por sobreviver ao dilúvio, porque Gilgamesh deseja aprender a mesma coisa. Depois de muita aventura de arrepiar os cabelos através do mundo terrestre, Gilgamesh finalmente se encontra com Utnapistin. Utnapistin conta a Gilgamesh como os deuses resolveram secretamente enviar um dilúvio sobre a terra, principalmente por intermédio de Enlil, deus da tempestade. Um dos deuses, Ea, divulgou o plano a Utnapistin e instou com ele a que construísse um barco a fim de salvar a si próprio, sua família, alguns metais preciosos, e várias espécies de animais. Utnapistin levou tudo isso a bordo, juntamente com diversos tripulantes experientes. As chuvas caíram durante sete dias e sete noites, depois do que o barco de Utnapistin pousou numa montanha. Utnapistin soltou vários pássaros para ver se as águas haviam baixado ou não. Quando, afinal, saiu da embarcação, ele ofereceu um sacrifício aos deuses, que se “juntaram como moscas” ao redor deste. Enraivecido porque dois seres humanos haviam escapado ao seu golpe catastrófico, Enlil a princípio ameaçou, mas depois conferiu divindade a Utnapistin e a sua esposa — não como recompensa, mas como alternativa à destruição da humanidade.

Tudo isto, porém, nada significa para Gilgamesh. O salvamento de Utnapistin foi uma exceção e não um precedente. Como consolação, Utnapistin oferece a Gilgamesh a Planta da Vida; mas até esta é furtada por uma serpente. Frustração sobre frustração! Cheio de melancolia, Gilgamesh caminha penosamente para casa, em Uruque. Ele sabe que vai morrer, mas pelo menos será lembrado por suas realizações no campo da construção — estando sua imortalidade na obra de suas próprias mãos. Esta é uma das grandes epopeias poéticas da língua acadiana. Entrelaçada neste mito está uma história mesopotâmica de dilúvio, com fascinantes paralelos bíblicos. Mas de maneira alguma o mito mesopotâmico lança dúvida à autenticidade do Gênesis. Há muitas diferenças ideológicas entre os dois relatos de dilúvio. A epopeia de Gilgamesh não apresenta um motivo nítido para Enlil enviar o dilúvio. Por certo ele não foi movido pela degeneração da humanidade. Como poderia ele ser? Esses deuses pagãos não eram paradigmas de virtude e nem mesmo a defendiam. Um estudioso moderno, C. H. Gordon, diz: “O estudante atual não deve cometer o erro de pensar que o oriental antigo tinha dificuldade em reconciliar a noção de divindade com a libertinagem que incluía chicana, suborno, exposição indecente para provocar riso, e bufonaria homossexual.”5 Note-se, também, que a Epopeia de Gilgamesh acentua o uso que Utnapistin faz da habilidade humana para salvar-se do dilúvio. Esse é o motivo de haver navegantes a bordo; é uma competição de sagacidade humana e sagacidade divina. No relato do Gênesis não existe nada desse teor. Ali não havia equipamento de navegação nem marinheiros profissionais a bordo. Se Noé, sua esposa e família tinham de ser salvos, seria pela graça de Deus, e não pela experiência ou engenhosidade humanas. Em terceiro lugar, a história de Gilgamesh é basicamente destituída de valor educativo e moral de longo alcance. A Escritura explica o significado do Dilúvio para as gerações subsequentes mediante as palavras de uma aliança da parte de Deus: “Estabeleço a minha aliança convosco: nem mais haverá dilúvio para destruir a terra” (Gênesis 9:11). Em quarto lugar, a Bíblia mostra que Deus salvou a Noé a fim de preservar a raça humana. O mito de Utnapistin não reflete nenhum plano divino dessa ordem. Ele foi salvo por acidente, porque um dos deuses falou-lhe das intenções de Enlil.

D. Textos de Adivinhação. Os textos que versam sobre adivinhação representam a segunda maior e singular categoria da literatura cuneiforme da Mesopotâmia (depois dos textos econômicos). Em seu nível mais elementar, adivinhação é uma tentativa para interpretar a vontade dos deuses mediante o uso de técnicas mágicas. Os pagãos criam poder utilizar a perícia e a engenhosidade humanas para conseguir que os deuses lhes transmitissem conhecimento acerca de determinadas situações. Nas palavras de Yehezkel Kaufmann, o “adivinhador é um cientista que pode dispensar a revelação divina”. Em geral, a adivinhação adotava o método indutivo ou intuitivo. No primeiro caso, o adivinhador observa os eventos e através deles tira suas conclusões. O método mais comum era observar os órgãos internos de ovelhas ou bodes. Geralmente os adivinhadores examinavam o fígado (uma técnica chamada hepatoscopia). Uma fórmula típica de adivinhação podia ser redigida mais ou menos nos seguintes termos: “Se o fígado tem a forma de X, então o resultado da batalha/ enfermidade/viagem será como segue…” A hepatoscopia era um ótimo sistema para o rei e para os ricos, mas para o cidadão comum era necessária uma técnica mais barata. Havia, pelo menos, meia dúzia destas, como por exemplo, a lecanomancia (deixar cair gotas de azeite num copo d’água e observar os desenhos que aparecem) ou a libanomancia (observar as várias formas da fumaça do incenso). Na adivinhação intuitiva, a atividade do adivinhador é menor; seu papel é mais de observador e intérprete. O tipo mais divulgado de adivinhação intuitiva era a interpretação dos sonhos (oniromancia). Este método produziu a técnica de interpretação de sonhos que dizia: “Se o seu sonho é tal e tal, significa. . .” Outros meios de adivinhação eram os textos conhecidos como menologias e hemerologias. O primeiro arrolava os meses do ano e dizia quais os favoráveis para determinadas atividades. O segundo arrolava ações que a pessoa devia executar, ou evitar, para cada dia do mês. A astrologia nasceu como resultado de tudo isso. O Antigo Testamento proíbe todas as técnicas de adivinhação (cf. Deuteronômio 18:10; Levítico 20:6; Ezequiel 13:6-8). Na Bíblia, a adivinhação é chamada de “abominação”, e por esse motivo não havia adivinhos profissionais em Israel. A confiança que a adivinhação depositava na sabedoria humana era um insulto a Deus, pois refletia má vontade para confiar em sua revelação da verdade.

E. Literatura Ritual. A vasta maioria dos textos, ao falarem de templos, ofertas, sacrifícios e clero pagãos, estão descrevendo a religião do rei. Geralmente não se aplicam ao homem comum. Leo Oppenheim disse corretamente: “O homem comum. . . permanece incógnito, o mais importante elemento desconhecido da religião da Mesopotâmia.”6 Por certo poderia dizer-se o mesmo quanto ao Egito. Era inimaginável que o “homem da rua” recebesse revelações divinas. Isso era prerrogativa dos reis. O abismo entre as Escrituras cristãs e as religiões pagãs é enorme neste ponto. No Antigo Testamento, Deus fala não só a líderes como Moisés e Davi, mas também a prostitutas, párias, pecadores e outros. Por exemplo, note-se que a primeira pessoa de quem a Escritura diz que estava “cheio do Espírito de Deus” era um homem por nome Bezalel (Êxodo 31:1, 2), feitor encarregado da construção do tabernáculo. Quer no Egito, quer na Mesopotâmia, os pagãos criam que seus deuses moravam nos templos para eles construídos. Assim sendo, consideravam o templo como um lugar sacrossanto. Hinos aos templos são muito comuns na literatura pagã. Neste aspecto, a oração de dedicação que Salomão fez no templo de Jerusalém revela uma ênfase antipagã muito clara. Consideremos este versículo: “Mas, de fato, habitaria Deus na terra? Eis que os céus, e até o céu dos céus, não te podem conter, quanto menos esta casa que eu edifiquei” (1 Reis 8:27).

O rei pagão administrava o templo e executava os serviços sacerdotais para seus deuses. Ele era tido na conta de mediador entre o homem e os deuses. Reinava para os deuses (como na Mesopotâmia), ou em lugar do deus (como no Egito). Incidentalmente, aqui encontramos um dos característicos mais distintivos da fé bíblica. As religiões pagãs nunca produziram porta-vozes que se aventuravam a contraditar o rei, como o faziam os profetas bíblicos. Os pagãos não tinham conceito algum de “imunidade profética”. Somente em Israel podia um rei ser censurado por um profeta com as palavras: ‘Tu és o homem” (2 Samuel 12:7). Afinal de contas, se o rei é soberano, divino, e dérigo principal, quem pode dizer-lhe que ele está errado? Foi por isso que Jezabel, de origem fenída, não conseguia entender por que seu marido israelita se humilhou diante do profeta Elias (cf. 1 Reis 16:31; 21:6, 20-27).

DIAS SANTOS

Os israelitas celebravam diversas festas religiosas. Os vizinhos pagãos tinham seus próprios dias santos, e essas observândas provêem ainda mais discernimento à sua compreensão espiritual. Os babilônios observavam festivais da Lua em certos dias do mês: o primeiro, o sétimo, o décimo quinto e o vigésimo oitavo. Além disso, tinham “sétimos” dias especiais — o sétimo, o décimo quarto, o vigésimo primeiro e o vigésimo oitavo de cada mês. Tomavam precauções espedais para evitar má sorte nesses “sétimos” dias. E absolutamente não trabalhavam no décimo quinto dia, porque, segundo acreditavam, não havia chance alguma de boa sorte nesse dia; esse dia de descanso chamava-se shappatu. No shappatu, os babilônios procuravam apaziguar os deuses e aplacar-lhes a ira com penitência e oração. Nas religiões pagãs o sacrifício era uma refeição para o deus, a fonte de sua nutrição. “Como moscas” os deuses convergiram sobre o sacrifício de Utnapistin depois que ele saiu do barco. É difícil crer que qualquer pessoa cresse cjue o ídolo comia alguma coisa quando ninguém estava olhando. E provável que as iguarias, depois de apresentadas à imagem, fossem levadas ao rei para consumo. O alimento, tendo uma aura de algo sagrado, devia santificar o consumidor — neste caso, o rei. Quando quantidades muito grandes de alimento eram apresentadas para sacrifício, como no Egito ou na Pérsia, o alimento era distribuído ao pessoal do templo. A história apócrifa de Bel e o Dragão descreve essa prática. Além dos dias de sorte e dos dias de azar, que estudamos acima, o maior festival da Babilônia era o akitu (isto é, a Festa de Ano-Novo). Os babilônios celebravam akitu em março e abril, quando a natureza começava a reviver. Passavam os quatro primeiros dias fazendo orações a Marduque, o deus principal da Babilônia. Na noite do quarto dia recitavam a história da criação (a Enuma Elish). Ao relatarem de novo a vitória da ordem (Marduque) sobre o caos (Tiamat), os babilônios esperavam que a mesma vitória se evidenciasse no novo ano que entrava. Criam os babilônios que a palavra falada tinha poder. E assim, no quinto dia o rei comparecia diante da estátua de Marduque e declarava ser inocente das faltas e cumpridor das obrigações. Não sabemos ao certo o que o povo fazia nos dias seguintes, mas no nono e no décimo dia realizavam um banquete. No décimo primeiro dia os vaticinadores liam os destinos do ano entrante.

PERSPECTIVAS DA VIDA FUTURA

Dois conceitos radicalmente diferentes da vida após a morte apareceram no Oriente Próximo pagão. Na Mesopotâmia, eram poucas as pessoas que acreditavam haver vida depois da morte. A Epopeia de Gilgamesh dizia o seguinte: “Gilgamesh, para onde fugiste? A Vida, que tu buscaste, não a encontrarás. Quando os deuses criaram a raça humana, deram-lhe como quinhão a Morte, mas retiveram em suas mãos a Vida.”8 Na outra extremidade encontravam-se os egípcios. Sua religião es-kva saturada de crença na vida além-túmulo. Os egípcios acreditavam que os mortos iam para um território governado por Osíris, onde o indivíduo deve prestar conta de suas ações, boas ou más. Por trás dessa crença estava a lenda de Osíris, que diz como esse benevolente governante foi assassinado por Seth, seu perverso irmão, que lhe cortou o corpo em pedaços. Sua esposa, Ísis, procurou o corpo desmembrado do marido e o restituiu à vida. Finalmente, Osíris desceu ao mundo subterrâneo como juiz dos mortos. Seu filho, Hórus, vingou a morte do pai matando Seth. Subsequentemente o mito da morte e ressurreição de Osíris estimulou a esperança dos egípcios na imortalidade. Quanto a Osíris, a vida venceu à morte; o bem triunfou sobre o mal. Daí o raciocínio do egípcio de que a mesma coisa poderia acontecer também a ele. A esta altura, porém, encontramos outro contraste fundamental entre a religião egípcia e a fe bíblica. O Antigo Testamento afirma que, pelo menos para o justo, a vida continua após a morte física (cf. Salmo 49:15; Provérbios 14:32; Isaías 57:2). Portanto, na fé bíblica há vida após a morte para todo aquele que é fiel a Deus, quer rei, quer escravo. A religião egípcia estava obsedada com a vida além-túmulo, mas essa vida era somente para o faraó e para seus oficiais de alta categoria. A Bíblia ensina que pessoa alguma tem direito especial na presença divina, e ninguém está isento da lei moral de Deus. Em essência, a diferença se resume numa religião para o rei (pagã) versus uma fé para todos os crentes (bíblica).

—- Retirado de: J. I. Packer – O Mundo do Antigo Testamento.


Leia também:

Os Egípcios
A Cronologia do Antigo Testamento
• A Origem das Línguas Humanas e Culturas
• A Vida Cotidiana dos Povos Antigos
 A História do Antigo Testamento Resumida
• Arqueologia Bíblica


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