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To a Sophisticated Young Gentleman (Poesia #257)

To a Sophisticated Young Gentleman

Oferecido por seu Avô com um Volume de Literatura Contemporânea

A Idade Ingenua mais uma vez se esforça por achar
Um donativo apto à mente sofistica da juventude,
Bem embora saiba quão infrutífero é mandar
Qualquer coisa que sua propria velha cabeça compreenda.
Perplexo, o Avô varre as livrarias para escolher
Alguma cria do Caos e da Musa do hospício;
Algum fruto complexo de múltiplas dimensões,
Com contornos modernos e pretensões remotas,
Que, desprezando Euclides e a raça dos pedantes,
Revolta-se contra o Tempo e zomba do Espaço;
De engenho e beleza guarda-se com cautela discreta,
E abdica do senso para ser contemporâneo.
O que melhor convém a tão profunda desilusão,
E agrada a tão civilizada confusão?
De quem afinal a pena de aço forjado merece
A coroa de Cham dos cubos e Árbitro das curvas?
Pois decerto seria vão apoiar-se na arte normal
No mundo jazzístico de concreto e máquina da juventude!
Deuses da Terra Desolada! Dizei que monstro novo
Enfeitaria uma estante ao lado de Benda ou Luleu?
O que melhor se adapta a uma estante esculpida imitando
Os ângulos de um aeroplano ou a forma de um metrô?
Sutil é o estilo que convém à nossa nação a motor,
Liso como um Ford, correto como um posto de gasolina,
Maciço e severo como aquela torre de escritórios,
Curto em seu comprimento de onda, estático em seu poder;
Alto como a aba do chapéu desdenhoso de Mencken,
Objetivo como um Autômato da Times Square;
Desprovido de pompa como a Woolworth ou a McCrory,
E cerebral como a Vogue ou a Snappy Stories;
Maduro como a aguardente de alambique e livre de balela
Como o franco perfume do cândido cangambá;
Alegre como um outdoor, ardente como o gráfico
E confuso como um fluxo de tráfego da Broadway;
Firme como um gângster ou um assaltante,
Irônico como uma velha lata de tomate,
Alto como o rádio, democrático como o cinema,
Simbólico como um sótão de Greenwich Village;
Brilhante como o tungstênio de um “anúncio” da Wrigley,
E decidido como a última moda de costeletas —
Assim os versos profundos que sozinhos podem exprimir
Nossa época turbilhonante em sua veste legítima!
Mas quem, em meio ao nosso embaraço de riquezas,
Usa as calças de flanela de quatro bolsos do verdadeiro laureado?
Vede em que multidões o ambicioso candidato
Invade e assalta — e às vezes consegue — a entrada!
Eis que surge Joyce com Odisseias recatadas,
Sua prosa um ferro-velho e sua mente um esgoto;
Logo em seus calcanhares o herói de Hecht se precipita,
Com bico cor de rosa e enlaçado em murtas de Pafos.
O sábio Eliot desfila imponente — ele que não é amigo do chiste —
E guarda um cosmo em um tríplice “Shantih”;
Amaldiçoando todas as maiúsculas, o amável Cummings vem,
E Lindsay bate seus tambores sincopados;
Com diversão e folclore desfila o romântico Cabell,
Rabiscando sua obscenidade semioculta atrás dobre cabanha;
Stein espuma informe e entoa o botão terno,
Enquanto as tiradas de Arlen os otários sabidos podem devorar.
Cubista e futurista se unem para mostrar
Alturas mais sublimes em Kreymborg e Cocteau;
A sombra de Huysmans avermelha prosa e rima,
E a ficção voa alto em Burke e Bodenheim.
Ajudai-nos, Ninfas impudentes de Montparnasse,
Para escolher um chefe dentre as hordas ousadas que nos sufocam:
Dizei que cavaleiro abigarrado destes lotes variados
Supera com linhas quebradas, fileiras ou pontos?
Dizei à velha Ignorância qual vidente escolher
Como símbolo de um mundo enlouquecido.
Contai todos eles e achai um nome para liderar
Um universo tonto de velocidade sem nome.
Como o faremos? Simples como a luz do dia! —
Escutai atentos enquanto os críticos modernos zurram.
Pesessai o clamor selvagem e proclamai como o mais orgulhoso
O escriba amontoado cujo nome é ouvido mais alto.
A ele elegemos e promovemos às alturas
Como Rei Sofisticado por sufrágio de fachada.
Suas palavras apenas julgamos soberanamente aptas
Para banquetear uma juventude flamejante de engenho moderno.
Ouçam! Um — dois — três! — o rebanho de orelhas compridas decide
Sobre um fantasma vago para ser seu guia esteta:
Salve o chefe que seus aplausos frenéticos impulsionam —
E aceita, Jovem, um tomo de MARCEL PROUST!