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Helene Hoffman Cole: 1893–1919 (Poesia #161)

Helene Hoffman Cole: 1893–1919

A Homenagem do Clube

Assim como uma nuvem de tempestade, erguida súbita no alto,
Cobre o céu da manhã com trevas instantâneas;
Elege a penumbra onde a luz do sol reinava, ágil e risonha,
E resfria o ardor vívido do dia;
Assim afundou o coração de todos, de costa a costa,
Quando caiu a palavra—HELENA não existe mais!

A mente, oprimida pelo que mal pode conceber,
Não se revela tão logo em frases fáceis ou rimas;
Contudo, embora o canto fúnebre de cada enlutado seja bruto e breve,
Quão vasto é o número, e quão profundo o luto!

Não devemos nos revoltar contra a força insensível do Destino
Quando a arte, o engenho, a virtude, são assim varridos da vista?
Todos estes sopraram a vida juntos em um momento auspicioso—
Mas por tão pouco tempo, ao serem arrebatados pela morte!

Poucos demais, ai de mim, nestes dias decadentes,
Merecem ou conquistam igual riqueza de louvores:
Nos caminhos do bem foram guiados seus passos infantis,
E na mesma bondade a donzela foi criada;
Uma esposa terna, em cuja mente devota
Alceste e Andrômaca se uniam;
E por fim, a mais nobre obra dos céus—
Uma mãe—orgulhosa do que os deuses lhe deram!

Mas embora da virtude ela pudesse justamente reclamar
Um esplendor santo e uma fama duradoura,
Não só isso compunha o todo incandescente,
Pois a altura da mente misturava-se à altura da alma.

Eram selectas aquelas dádivas da Natureza e da arte
Que lançavam sua detentora no papel de letrada;
O cuidado materno cultivou os talentos em botão;
A cada dia um novo acabamento era alcançado;
Amizades letradas e calorosas emprestaram seu tom amadurecido,
E ela desposou um gênio à altura do seu.

Apesar de poucos seus anos, esses poucos foram plenos de atos,
E em seu curto espaço ela viveu uma vida copiosa;
Podem muitos, morrendo em idade avançada,
Deixar nos anais do tempo uma página mais inspiradora?

Nossa, não dela, é toda a dor presente;
Pois a bem-aventurança e as honras formavam seu cortejo feliz.
Em paz grata passou-se sua vida irrepreensível,
E calma ela morreu, sem saber que partia.
Quem pode afirmar que na eternidade
Ela não conhece alegrias muito mais sublimes que nós?