Autor de Poemas do Sobrenatural
Adeus, hábil Passarinheiro, cujos versos macabros brilhavam
Com gênio nativo pelos Deuses outorgado;
Cujas plenas tintas as sombras desencarnadas inspiraram,
Enquanto nós, por demais toscos para imitar, admirávamos.
Tu, poeta assombrado da floresta assombrada,
Como ficamos extasiados sobre tuas páginas brilhantes!
Quantas vezes contigo a alturas supernais voamos,
Ou com teu auxílio profundidades uncanny exploramos!
Eram os tempos dos segredos do vale sombrio,
Onde aparições, levadas pelo vento, mantinham seu covil distante;
Onde espíritos suspirantes movem as folhas apáticas,
E corujinhas aninham-se nos beirais de castelos arruinados:
Esquecidas fantasias preencheram teu campo feérico,
Nem cederia teu encanto, senão com teu corpo!
Tua linha lustrosa cresceu com alma espontânea,
Nem conheceu a arte trabalhada ou o polimento do pedante:
Pela cadência medida palpitava a maré melodiosa,
E o que nós moldamos, a ti a Musa supriu.
Com que alta fortitude o teu refrão
Negou o fardo da tua dor terrena!
A carne afligida, levada pela força da coragem,
Permaneceu para os outros, e não para ti, prantear.
Embora agora teus olhos estejam fechados em descanso perpétuo,
Tua memória pela tua obra viva é abençoada;
Os males da vida se foram, mas teu nome honrado
Permanece imponente, e conhece uma fama grata;
O bardo eterno, que as eras cambiantes contemplam,
Desafia a destruição, e sobrevive ao homem.
Assim vive, doce espírito, para despertar o coração,
E com teu canto a bem-aventurança correspondente transmitir;
Canta como dantes, com notas melodiosas que mostram
A graça de Waller, e a profundidade de Poe.
Mal é tua a morte, cuja alma apenas buscou aquela terra
De bela encantação pintada por tua mão!