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The Spirit of Summer (Poesia #128)

The Spirit of Summer

Ninfa aérea, cuja alegre soberania
Pode dissolver nossas dores que maltratam,
Cujo séquito encantador abençoa os vales
Com perfume, calor e formosura;
Dos céus fulgentes aparece mais uma vez,
Para espalhar teus dons anuais de alento.

Que as Náiades ágeis cessem seus folguedos,
E colham flores silvestres para tua corte,
Enquanto Silfos graciosos, admirados, emprestam
Seus louvores enquanto teus pés descem.
Quão suaves os zéfiros de longe
Abanam com doce hálito teu coche deslizando;
Quão suaves os Faunos daquele bosque,
Agradados com a vista, afirmam seu amor!

A Natureza, regozijando-se, saúda teu reino,
E o prazer preenche a planície grata.
Agora as horas ágeis dançam apressadas,
Enfeitadas com novos deleites e confortos;
Embora ontem nenhuma bem-aventurança pudesse dar,
Hoje é jubiloso apenas viver!

A mente brilhante do gênio resplandece
Em versos mais quentes e prosa mais viva;
E sobre a tépida multidão terrestre
Diverte-se uma brisa de canto teiano.

O sol áureo, cujos raios calmantes
Derramam languidez pela névoa do meio-dia,
A cada arvoredo verde confere um encanto,
E os doura com artes enfeitiçadoras.

Aqui o pastor pensativo, em repouso,
Pode contemplar, em vestes de fantasia,
As fadas do ar, do mar e da terra,
Unidas em uma sarabanda vivaz;
O velho Pan, a fronte cingida de murtas,
Jovens Sátiros, saltando pelo chão,
Óreadas tímidas atraídas de colinas distantes
Pelas melodias de riachos murmurantes,
Dríades etéreas vindas do bosque,
E deuses dos rios em clima de festa,
Todos inflamados de júbilo coribântico
Para dançar, ó Ninfa aérea, por ti!

Deusa alegre, que tua vontade generosa
Difunda tesouros ainda mais duradouros;
Nem permitas que estas cenas alegres sozinhas
Formem a província do teu trono;
Te pertencerá plantar em cada coração
A tua bem-aventurança, verdadeira habitante,
Para que em dias bem mais sombrios que os teus,
A alma do verão ainda possa brilhar!