(Em National Enquirer)
SEEGER, cuja alma, de lira animada,
Despertou o torpe sonhador para um fogo mais viril;
Cuja voz marcial, por feitos marciais sustentada,
Denunciou a era em que a vergonhosa paz reinava;
Permite que teu bravo espírito ainda entre nós habite,
E permaneça onde teu corpo na valentia tombou:
Orgulhosamente reunidas ante a fúria do invasor,
Eis as coortes de tua pátria, desperta enfim!
Não coube aos teus olhos mortais ver
A Colúmbia armada pelo direito e pela liberdade;
Teu era o coração mais nobre, que não pôde conter-se
Para aguardar os retardatários no combate vital,
E antes que os milhões sentissem teu calor sagrado,
Fizeste a tua oferenda à Liberdade completa.
Mas enquanto repousas em honrado túmulo
Sob a relva gaulesa que sangraste para salvar,
Que a visão de tua alma esquadrinhe a planície arrasada,
E te diga que não tombaste em vão:
Aqui, tal como rogavas, um milhão de homens avança,
Para provar que a Colúmbia é uma com a França flamejante,
E atendendo agora à dívida há muito esquecida,
Pagam com seu sangue o generoso LAFAYETTE!
Teus sonetos vibrantes em profecias se transformam,
Enquanto legiões sentem a chama que em ti ardia.
Não como um solitário estrangeiro jazes,
Com tua forma abandonada sob um céu estrangeiro,
Nos lábios gauleses teu nome vive para sempre,
Primeiro do poderoso exército que tua pátria oferta:
Tudo o que sonhaste em vida há de concretizar-se,
E a orgulhosa Colúmbia achará em ti a sua voz!
(Alan Seeger tombou pela Causa da Civilização em Belloy-en-Santerre, em 4 de julho de 1916.)