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A June Afternoon (Poesia #127)

A June Afternoon

Uma tremente névoa veste o prado verde;

   Calmo dorme o vale e o monte banhado de sol;
Além da colina descansa a antiga aldeia,

   Cada torre e telhado acesos de luz dourada.

 

Um zumbido sonolento, como de abelhas contentes

   Em colmeias distantes, permeia o ar balsâmico;
Sobre a encosta e a planície a brisa mal se movendo

   Transporta do Sul um perfume suave e raro.

 

A baixada arborizada, onde tardias violetas crescem,

   Estende-se como um oceano de verde convidativo;
Por entre corredores sussurrantes os raios de sol filtrados fluem

   Sobre o riacho e a vereda, suavizados e serenos.

 

Em caramanchões rurais as rosas que se abrem coragem,

   Enquanto síringas pálidas espalham suas flores fragrantíssimas;
Os toda a mata ganha um encanto suave.

   E todo o bosque assume um encanto suave.

 

Cena deleitosa! A alma em êxtase se eleva,

   E a magia ilumina a tarde bem-aventurada;
Acima de longos anos de aflição nossa fantasia conta

   Um momento precioso de um Junho elísio!