Falecido em 15 de nov. de 1921
Ao venerável gato de um excêntrico cavalheiro na Província da Baía de Massachusetts de Sua Majestade, que publica uma revista amadora chamada The Tryout.
A lareira outonal está estranhamente fria
Apesar da chama saltitante,
E toda a alegria que outrora brilhava
Parece diminuta, sem vida e apagada.
Pois no tapete onde recentemente cochilava
Uma pequena e peluda forma,
Um espaço vazio agora se revela,
Que nenhuma simples labareda pode aquecer.
A planície geada e a vereda na mata
Suspiram em igual tristeza
Por aquele que não mais pode espreitar
Com o olhar de um caçador silvestre.
E se, como dizem os antigos gregos,
Em meio aos bosques profundos
Habita uma horda de faunos e dríades,
Sei que eles devem chorar.
Devem chorar quando o crepúsculo de outono traz
Suas pitorescas memórias à vista,
De todas as pequenas coisas brincalhonas
Que TOM costumava fazer.
Portanto, embora o mundo atarefado passe
Sem um único sinal de lágrimas
Pela pequena colina de capim rasteiro
Sob a videira do jardim,
Há muitos olhos que se enchem esta noite,
E muitas melodias melancólicas
Que soam por aquele que desapareceu de vista
Na chuva de novembro.
Nenhum sábio pode rastrear o progresso de sua alma,
Ou dizer se ela sequer vive,
Pois a Morte contra nosso olhar curioso
Ergueu uma muralha poderosa.
Contudo, a terna Fantasia gostaria de vagar
Até os belos bosques hespérios,
Onde TOM pode sempre ronronar e brincar
Em meio ao sol e às flores.