Menu fechado

Por que HOMERO é superior aos outros poetas para ARISTÓTELES?

Por que HOMERO é superior aos outros poetas para ARISTÓTELES?

Na discussão sobre a superioridade de Homero para Aristóteles, o interlocutor parte de uma pergunta que, embora não exija resposta curta, levanta questões sobre a importância que o poeta grego tem na filosofia aristotélica. Ele menciona que grande parte das análises de Aristóteles deriva de obras de Eurípides, Sófocles e, sobretudo, de Homero, acrescentando ainda Aristófanes como outro autor relevante.

Para Aristóteles, Homero ocupa um lugar central: ele o cita frequentemente na *Poética* e, ao mesmo tempo, faz críticas pontuais. Dada a extensão da obra aristotélica, não seria possível evitar comentários sobre o poeta. O interlocutor sugere que, em um curso de escrita criativa baseado na *Poética*, seria interessante usar mais Homero do que Aristóteles costuma fazer, pois o filósofo parte do pressuposto de que o leitor já conhece o que ele menciona, sendo bastante conciso.

Ele então muda o foco para a teoria platônica das artes. Platão, ao apontar para baixo, afirma que as artes — literatura incluída — são cópias de cópias, estando, portanto, duas ou três vezes afastadas da realidade. Na hierarquia platônica, há primeiro o mundo das formas, perfeito e regido por princípios eternos; acima dele, o mundo dos princípios, ainda mais perfeito; e, por fim, o mundo sensível, o mundo das sombras, que se assemelha ao que a Bíblia chama de “hanash”, palavra hebraica que significa fumaça e, por extensão, mentira.

Para ilustrar essa diferença, ele usa a metáfora do cavalo. No mundo das formas, o cavalo corre eternamente em um círculo perfeito, sem interrupções. No mundo sensível, o cavalo precisa comer, descansar, defecar, machucar‑se e, eventualmente, morrer; nasce andando, mas não corre eternamente. A pintura, segundo ele, tenta representar tanto o