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Em abismos penumbrosos pulsam formas da noite,
Fameléicas e hediondas, com estranhas mitras coroadas;
Negras plumas batendo em voo fantástico
De orbe em orbe por um vazio sem sol profundo.
Ninguém ousa nomear o cosmo donde correm,
Ou adivinhar o aspecto de cada face amorfa,
Ou dize as palavras que com força irresistível
As puxariam dos infernos do espaço exterior.
Contudo aqui sobre uma página nosso olhar amedrontado
Encontra formas monstruosas que olho humano algum deveria ver;
Indícios dessas blasfêmias cuja face
Espalha morte e loucura pela infinidade.
Qual pintor ele que ousa abismos negros sozinho
E vive para fazer conhecidos seus horrores alienígenas?