Bem-vindos de volta à nossa playlist, onde analisamos todas as histórias de HP Lovecraft. No vídeo de hoje, vamos falar sobre um tema interessante: as histórias que o autor não terminou, ou seja, fragmentos de contos que, apesar de não estarem completos, ainda assim oferecem uma visão fascinante do universo lovecraftiano. Um desses fragmentos se chama "Azathoth", um conto em que o personagem adentra no mundo dos sonhos e consegue experienciar o espaço além do cosmos. Quando ele volta, se sente como se estivesse preenchido pelas maravilhas e horrores que viu, e esse é o ponto em que a história termina.
Essa história, "Azathoth", começou a ser escrita em 1922, mas só foi publicada em 1938, na revista "Leaves", organizada pelo autor e editor de ficção científica William Crawford. Infelizmente, Lovecraft não gostou do desenvolvimento da trama e decidiu partir para outras histórias, o que faz com que muitos acreditem que essa poderia ter sido uma ideia para um romance. O título do conto, ou pelo menos do fragmento que nos resta, é "Azathoth", que é uma das grandes entidades lovecraftianas, senão a maior e mais poderosa. Azathoth representa o caos do cosmos, tudo aquilo que é caótico e desconhecido, e é considerado o pai de todos, uma figura quase divina.
É uma pena que Lovecraft não tenha terminado essa história, porque seria fascinante ver como ele desenvolveria a trama em torno dessa entidade. Azathoth é uma figura central no universo lovecraftiano, e entender mais sobre ele poderia oferecer uma visão mais profunda da cosmologia de Lovecraft. Infelizmente, isso não foi possível, e nos resta apenas um fragmento, um vislumbre do que poderia ter sido. No entanto, mesmo assim, é um fragmento interessante, e nos permite vislumbrar a riqueza e a complexidade do universo criado por Lovecraft. Continuamos nossa jornada pelo universo lovecraftiano, e esperamos que vocês tenham gostado dessa análise. Até o próximo vídeo.