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Preface to Symmes’ “Old World Footprints” (Ensaio #49)

Preface to Symmes' "Old World Footprints"


Há sempre uma certa fraqueza e artificialidade no desprezo daqueles que zombam dos “caminhos batidos” do turista europeu. Consideramos obrigatório, mais do que batido, conhecer os esplendores cardinais de nosso próprio país, mas é um fato inegável que, de memórias que giram há séculos em torno das paisagens familiares do Velho Mundo, extrai-se uma proporção ainda maior de nossa herança imaginativa coletiva.

Imagens e descrições não bastam para nos fundir vividamente a essas fontes essenciais. Há impressões sensoriais sutis, fora das esferas visual e intelectual, que nenhum registro escrito ou pictórico pode reproduzir. Para entrar em verdadeira comunhão com o passado, devemos senti-lo, ouvi-lo, cheirá-lo e ver suas gradações infinitas enquanto todas as condições da natureza em mudança — de luz, sombra e atmosfera — incidem delicadamente sobre seus monumentos.

Não há substituto para a viagem real, e é por isso que o relato de uma jornada, por mais desprovida de eventos que seja, sempre traz inerente a si o material artístico de uma experiência emocional real.

Nas páginas seguintes, temos o registro espontâneo do primeiro contato de uma mente sensível com os objetos familiares do Velho Mundo. A simplicidade e a seletividade inteligente combinam-se para construir um quadro vívido, e mais de uma vez sentimos o sopro da realidade varrendo-nos — a fragrância dos prados ingleses, a sugestão primordial e mística dos Alpes e o encanto élfico do mundo mediterrâneo.

Os cenários são familiares, e o estilo é despretensioso, sem pompa ou afetação; mas o relato é encantador exatamente por causa dessas coisas. Ele traz velhas memórias de volta ao cotidiano e aprofunda em nós um sentimento de proximidade casual e natural com os cenários históricos, cuja promoção é a principal função dos diários de viagem.

FRANK BELKNAP LONG, JR.

Nova York,

Junho de 1928