Nesta estação é de bom tom e experto
Em brandos grupos cults e em rodas letradas
Eleger favorito em livro aberto,
Brilhante a explicar razões bem pesadas;
Mas sei que o que eu disser só traz desdouro,
Pois ante tal teste o meu siso é nulo e choro!
Dizem que certos gostos nunca saem de moda —
Seguros, dóceis, clássicos, ainda que um tanto gastos;
Escolha assim nunca é temerária ou foira,
Que agrada aos padrões dos mais altos mastros —
Esmond, D. Copperfield, ou Hiawatha,
Ou qualquer obra de autor que a escola aclama e paga.
Almas alegres há que ousam com desdém questionar
As gratas preferências dos mortais mais brandos,
E exibem com orgulho um estômago a aguentar
Temas picantes que em portas trancadas vão rondando:
Jurgen, Clerk Nicholas, as damas de Boccaccio,
E várias coisas de Joyce, vindas do Ulisses, passo a passo.
Mas se a sinceridade inda não é relíquia esquecida
Nestes dias caóticos de sentido tão impuro,
Muito se pode dizer de alma tão comovida
Por figuras de um teor bem mais modesto e escuro —
Ídolos da infância, que os sábios renegam e esquecem —
Frank Merriwell, Nick Carter, e Fred Fearnot, que o medo não conhecem!
Depois, hoje em dia é duro esquivar dos modernos,
Nossos cubistas, ao amanhã já consagrados;
Estetas modelo 1930 — espécimes ternos
Cujos paladares de pensamento e graça estão fartos:
Deixe-os provar alguma aberração sem forma e sem tino,
Seja de T. S. Eliot ou da Dial do último abril, divino!
Quanto a mim, não sou homem de grande erudição
Pra saber bem o que gosto e o porquê da escolha;
Letras e história deixam tonta a minha aptidão
A ponto de nenhuma escolha fincar raiz na folha!
Meu favorito? Ora, ao diabo a imprensa e a instrução —
Eu mesmo me indico à nomeação!