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Versos do Caos Cósmico • LOVECRAFT, PROUST, SALINGER

Versos do Caos Cósmico: Lovecraft, Proust e Salinger

Neste poema épico e atmosférico intitulado "Versos do Caos Cósmico", explora-se o eterno conflito entre o abismo informe e a tentativa humana de impor ordem através da linguagem e da literatura. A narrativa em versos conjuga referências a H. P. Lovecraft, Marcel Proust e J. D. Salinger em uma batalha metafísica onde o caos cósmico colide com a razão literária.

O alto e fatal herói canta do arauto do caos imortal, que traz do lúgubre abismo a ordem letal, inexprimível, incompreensível. O vasto universo se renderá e o silêncio reinará, mas a banda de olhos dourados, ailar, recebeu de cruz o poder de falar. Sua fala é infinita, sem fim, e comporta o cantar do arauto, pois é quando a ordem de ser se desordena.

A chegada de Lisboa, monarca de pluma e razão, vem com o monobloco branco erguendo a nação. Querem plantar a prosa, o título cortado, americana na terra de Tom encantada. Seu pano sutil de letras imponentes desfaz o caos com versos ardentes. No campo do verso, a guerra é travada; três forças colidem, a trama é selada.

Uma força como o necro ancestral. A banda resiste em fala sem fim, ritual. Lisboa escreve no eterno palavras de lei, quebra o cosmo em fragmentos, refazendo o que eu sei, o que eu sei. Mas o caos se lança na voz infinita, e Lisboa insinua sua forma bendita. Treme a ordem, o verso se faz, no universo de letras, o tino se vai.

A banda bate sem fim, expõe a tessitura, histórias sem fim de sentir. E na batalha de ordens, de falas escritas, o futuro do verso em estrelas palpita. E assim se escreve eternas canções, o conflito das palavras, as mil direções. No caos e na ordem, na fala e no tom, o universo é feito de poesia e dom.