O vilarejo sórdido e fétido jaz adormecido;
O crepúsculo e a quietude ocultam a fábrica monstruosa;
Os morcegos mantêm suas vigílias melancólicas,
Enquanto todos os gritos diurnos da corja emudecem.
Um vento amigo, que sopra suave do mar,
O ar conspurcado por um breve momento aclara;
Uma lua amiga, que brilha turva entre as árvores,
Oculta a ruína forjada por anos malignos.
Os servos estrangeiros escapam à nossa vista pesarosa;
A mente atormentada alivia-se de sua dor;
Nossos próprios espíritos ancestrais reinam de novo,
E a velha Nova Inglaterra parece viver outra vez.
Um raio de lua ocioso na praça da aldeia
Ilumina a fonte e o gramado vazio;
Brinca sobre as estruturas antigas que ali apodrecem,
Contudo, véu estende sobre a triste decadência da cena.
Aquele casebre rústico na encosta da montanha
Ainda parece o lar simples de algum piedoso fazendeiro;
A corja sórdida que nele agora habita
Jaz imersa no sono, envolta em trevas benfazejas.
Um raio furtivo ilumina a torre ascendente
Que coroa o templo onde nossos pais oravam,
Mas, com sábia bondade, a luz não sobe mais,
E deixa a cruz papista recém-erguida na sombra.
Onde habita aquela raça, sob cujo domínio benigno
O vilarejo cresceu rico em felicidade e virtude,
O luar nos mostra, quando seus traços brilham
Entre os montes e as lápides junto ao teixo.
Os otimistas clamam que, das desgraças que se mesclam
Nos tempos modernos, novasBênçãos hão de emergir;
Mas a Contemplação pranteia o fim da Nova Inglaterra,
E, vestida de cilício, entoa a exéquias de sua pátria.