Pedis-me versos — mas quem ousaria
Escrever, cego ao brilho que irradia
Da tua beleza? Qual verso tão fino
Que não pareça áspero, ante o veludo e o andino
Rubor da tua face? Em meu rabisco inculto,
O prêmio máximo é atrair teu vulto;
E temo bem que seja audácia em mim
Erguer-me aos deuses, para te louvar assim!
(P.S. mui confidencial:
Com isto, Clorinda, deves contentar-te:
Melhor não seria, nem com toda a arte!)