Respeitosamente Dedicado a Maurice Winter Moe, Esq., Com os Cumprimentos do Autor.
I.
Quando as sombras da tarde vêm
Meus devaneios então vão além
Pela velha e querida chácara perto da cerca,
Onde em dias que não voltam mais
Vivia a donzela que adorei demais,
Vivia minha própria amada, a querida Jane, que era terna!
(Coro)
Ó meu orgulho mais doce e prezado,
Nunca pudeste ser meuado,
Pois os anjos te arrebataram num dia de verão;
Contudo, meu corpinho é sempre fiel,
E eu te amo, sim, sou seu dócil mel,
E por ti chorarei até murchar meu coração!
Até—murchar—coração— (pelo 1º Tenor).
II.
Foi uma hora crepuscular divina
Quando prometeste ser minha menina,
E sobre nossas cabeças os passarinhos cantavam sem cessar;
Mas eles nunca mais cantam agora
Como nos dias felizes de outrora,
Pois para eles os sinos de casamento jamais vão soar!
III.
Agora é só uma treva horrorosa
Onde florescia a florzinha formosa,
E a minha doce florzinha de todas em flor
Foi depressa demais chamada lá para o alto
Para nunca mais ser meu afago e amor,
Ainda que eu suspire por ela a cada folha que cai do galho!
IV.
Como a minha dor só piora e não cessa,
Em versos expresso o que me maltrata e abessa,
Com a esperança de que muitos outros leiam e vejam;
Pois estou sempre solitário e sem fim,
E quando você ler esta rima para mim,
Na minha miséria, certamente, companhia terei de alguém!
Terei—com—pa—nhi—a— (pelo 2º Baixo).