Tal qual cidadão de valor e prudência,
Em plena virilidade, a vida contempla desde a essência;
Lança sobre a cena inconstante um olhar reticente,
Contente em marcar o avanço dos anos dignamente;
Nossa pátria página hoje o passado revisita,
Ufana dos louros com que A NOTÍCIA se legitima:
Colunas exultantes cada ano brilhante revivem,
E orgulhosas gritam: “A NOTÍCIA faz vinte e cinco!”
Quem, senão com agrado, há de louvar
O bravo defensor do direito, o amigo do lugar?
Primeiro na refrega a zelar pelo bem público e leal,
E primeiro a espelhar o que sente o povo em geral;
Mestre aos lares, a todos guia constante,
Atento a servir a humanidade do lado da Virtude adiante:
Sua voz por facções e turbas jamais dobrada,
Livre das correntes que o ouro há forjada:
Ninguém tão humilde que o seu sorriso não partake
E ninguém tão culto que seu estilo não abarque;
Livre no pensamento, aos livres devotada,
A escolhida porta-voz da Democracia consagrada.
Desdenhosa de curvar-se ao medo servil,
Inclina-se à Justiça, e só a ela, febril!
Deixem os rivais vaidosos com soberba intenção
Tentar ditar uma guerra, ou moldar uma nação;
Agitar as lentas correntes do ódio patrício,
E desprezar o povo em prol do edifício.
Deixem mentes vis macular a folha amarelada
Com imundície piegas e fúria sublevada,
Ou borrar esses choques sem graça à mente e ao olhar —
“Cartunes” que a nada na terra ou no céu fazem lembrar;
Nossa modesta folha a via mais sábia prossegue,
E entrega ao leitor o que ela é — A NOTÍCIA que se ergue!
Áuspice Clio! cujo pergaminho imortal
Preserva o passado e guarda o registro total,
Que entrança com murta as frontes merecedoras
De quem guarda a centelha que virtudes outorgam duradouras;
Retraça a estrada do tempo, e mostra outra vez
A NOTÍCIA, qual Pallas, que da mente de HEATON nasceu de vez;
Relembra os anos vindouros e o plano ampliado,
Enquanto o jovem diário liderava o progresso avistado;
Com amoroso cuidado exibe a senda em ascensão;
Aponta as dádivas que espalhou pelo chão;
Conta como suas páginas, de exata escrita,
Cresceram em préstimo à medida que a sagacidade fita;
Nem deixes de coroar o gênio de todo o projeto,
Mas concede a mais altiva coroa a BROWN, com respeito!
Tal é o passado e o presente; eis que a narrativa
À Sibila recai, pois a Musa já não aviva:
Qual nova Cumana, em profecia ousada,
Dirá metade do que a era futura guardada?
De louros mais verdes por boas obras de valor,
E fama eterna conquistada pelo Justo rigor?
Se a bravura íntegra domina o campo e a seara,
O que não cederá em breve a essa página rara?
Qual rival é com igual desvelo concebido
Para servir a raça e elevar o espírito perdido?
O poder de um monarca comanda a imprensa feroz,
E poder nas mãos comuns é arrogância e voz;
Rara é a pena, insensível à fama ou à grana,
Que se move irretocável, junto à Virtude humana.
Mas isso A NOTÍCIA reivindica, e com tal primor
A visão pública alcança, para ensinar com ardor;
Enquanto em cada fase da vida os preceitos caem
Com graça e amenidade a todos que atraem.
A vila grata com calor cordial reverencia
O amigo provado pelo tempo de um quarto de século em vigência,
E espera afetuosa que, como eras idas,
Cada ano frutífero supere as passadas vidas!
Lines on the 25th. Anniversary of the Providence Evening News, 1892–1917 (Poesia #113)
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