Nascida na Montanha Wilbraham, Massachusetts, 19 de maio de 1869. Falecida em North Wilbraham, Massachusetts, 4 de junho de 1934.
Por ela os montes sua antiga voz contaram;
Seu legado secular, puro, ela carregou;
E agora essas encostas de rocha enfim abrigam
Sua cinza afim — uma filha que ao lar voltou.
Ela conhecia o saber de vias distantes e populosas;
As visões e a linguagem da praça do mercado;
Mas bem no fundo, corriam por todos os seus dias
As correntes da raça imutável da Nova Inglaterra.
Nenhum canto lírico de sonhos dourados era o seu;
Ela ergueu um espelho para o mundo que via.
Esperanças vãs deixou a tolos e lisonjeadores,
Contente com o que uma pena veraz podia desenhar.
Outros podiam cantar heróis, pompas e poderes —
Para ela, a substância silenciosa da era.
Ela captava os tons fracos e surdos das horas comuns
Até que figuras vivas povoassem cada página vital.
A humanidade ela estudou com um olhar perscrutador;
A tolice ela retratou com uma mente sorridente;
Enquanto sobre tudo sentia a luz pairando
Dos anos meditativos e do que deixam para trás.
Sempre ela habitou entre as coisas ancestrais —
A relíquia doméstica e o tomo esfarelado;
Seus ouvidos podiam captar o bater de asas ocultas
Junto ao túmulo coberto de musgo e à casa solitária na colina.
O engenho, a erudição, a arte eram seus em abundância,
E a bondade que ajudou o amigo leal,
E o encanto e a habilidade que alimentaram e renovaram
Sonhos parnasianos nos outros sem fim.
Fundida aos prados onde seus pais dormem,
A argila cansada tomou o que lhe pertence;
A mente, aguçada demais para qualquer túmulo reter,
Vive nos frutos e nas memórias que semeou.