Quando a Justiça, dos céus abobadados,
Contemplou a queda do poder romano,
Ordenou que um reino mais nobre surgisse
Para governar o mundo e guardar o direito:
Ela falou — e todo o oceano murmurejante,
Regozijando-se, saudou o reinado da Bretanha!
A mente da Grécia, a lei de Roma,
A força de climas nórdicos remotos,
Em uma bela Ilha fizeram seu lar,
E em uma única raça inscreveram suas virtudes:
As glórias mescladas do passado
Na Inglaterra durarão para todo o sempre!
Ermos não pisados além do mar,
E hordas selvagens em terras desconhecidas,
Ao toque de Albions ergueram-se grandes e livres,
E abençoaram o jugo do trono da Inglaterra:
Tribos discordantes, consumidas pela contenda,
Tornaram-se bretãs, e uniram as mãos como uma só!
Quando a Ganância e a Inveja se perfilam,
E a Loucura ameaça uma terra pacífica,
Os filhos da Bretanha com espada sagrada
Defendem o solo que lhes deu o nascimento:
Nem se cinge a isso a sua causa —
Eles lutam pela Justiça e pela Humanidade.
Ainda que a Fortuna recrimine e as provações oprimam;
Ainda que a dor e a penúria pese o coração;
A aurora da vitória logo abençoará cada
Bretão que sustenta a sua parte:
Pois o poder do próprio Céu está intimamente aliado
Ao lado da Virtude e da Bretanha!