Amo ver os prados despertando
Sob a brisa de uma aurora de abril,
Quando sobre o monte de muros de pedra os raios solares quebram,
E tremem no gramado de tufos tenros.
Quando as tintas primaveris da terra e do céu se fundem
Em uma névoa plácida de luz matutina,
E os matizes entrelaçados da paisagem silenciosa
Pintam os altos cumes e alegram os vales.
O sol rubi-dourado, relutante em ascender,
Hesita um momento sobre o monte aveludado;
Prado, bosque e jardim fundem suas fragrâncias débeis,
E calandras matinais vibram com som de cristal.
Os sulcos recém-abertos, úmidos de orvalho e neblina,
Exalam uma mensagem de vida resurgente;
Cada arbusto e árvore recebe raios crescentes,
E brilha esplêndido, repleto de alegria e vigor.
Dizeis vós que uma vista estéril fere os olhos;
Que nenhuma graça selvagem adorna o verde ondulante?
Dizeis vós que aqui jazem pastagens sem beleza,
E que tetos de choupanas desajeitados estragam a cena?
Não é assim que o olhar do poeta senciente pode ver
A suave glória da encosta dourada pelo sol;
Um milhão de abrils vindos da eternidade
Brilham neste único abril, e cantam a bela esperança de um mundo!