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On an Unspoil’d Rural Prospect (Poesia #269)

On an Unspoil'd Rural Prospect

“. . . et in terram guttae cecidere calentes,

Vernat humus, floresque et mollia pabula surgunt.”

—Ovid. Metam. vii, 283-4

Quão tranquilos estendem-se estes prados declives
Que brilham enquanto a tarde doura o poente,
E verdejantes, dos juncos do rio,
Ascendem para unir-se ao cume coroado de faias!

Aquele vale arborizado, onde riachos repletos de lírios
Deslizam para ravinas sombrias e desconhecidas,
Parece adormecer com os sonhos persistentes
De eras mais felizes do que a nossa.

Pois aqui a brisa com tom suavizado
Saúda um cenário de graça imutável,
E primavera após primavera retorna
Como a um lugar amado e lembrado.

Estes carvalhos e olmos parecem ainda ecoar
As flautas que antigos pastores tocavam,
Enquanto descansavam nesta mesma colina
E contemplavam gratos a sombra vizinha.

Notas que podiam agradar ao bando das náiades,
E encantar as dríades da floresta,
Soam baixinho mais uma vez pela terra
Quando o crepúsculo se avizinha na solidão.

Os muros sinuosos, que as videiras envolvem,
Os telhados musgosos além do lago,
Brilham ancestrais, enquanto o ouro do poente
Evoca cada ano há muito partido.

Aqui o peso incômodo da idade
Renuncia por um momento à sua força mais amarga,
Pois feitiços silvestres invertem a página,
E revelam as linhas anteriores há muito ocultas.

Em torrentes áureas sobre bosque e campo
Os éons verdejantes cantam para além da vista,
Até que o tempo e a morte, dissolvendo-se, cedam
Uma eternidade de luz num sopro!