Antigamente, os irmãos da pena buscavam
Mortificar o corpo enquanto a mente alimentavam;
Indiferentes à riqueza, incorruptíveis ao luxo,
Eram donos do cérebro, rejeitando o soldo do escravo.
Pobres, modestos, altivos, empunhavam a pena principesca,
Mestres e pares, conscientes de sua nobreza;
E quem, de espinha erguida, não preferiria tal posto
Ao do rico comerciante — um cão amarrado e bajulador?
Mas o Tempo, o Godo, cada virtude apaga
Enquanto suas legiões malditas assaltam nossas alturas guardadas;
Eis que onde os bardos outrora derramavam livre música,
Uma corja de lacaios se encolhe ao redor do senhor;
Dos bolsos manchados de ouro mendigam esmolas vistosas,
E enchem o bucho enquanto vendem a alma.
O que devem escrever? Não cabe a eles decidir —
O Rei Multidão dita as ordens do dia!
Em prosa de cordel e canção rude e iletrada;
Rabiscando o que mandam, cortejam a plebe imunda
Exibindo-se na vanglória, e não na arte,
E medindo o valor pelo lucro obtido.
Vejam! Vejam! Onde antes o sonhador honesto tentava
Escalar as encostas da beleza e do orgulho,
Despir-se da Terra e alcançar o prado etéreo
Bem acima dos pântanos onde porcos chafurdam,
Nossa nova corja encontra objetivos opostos,
E troca a mente livre pela avareza.
Cabe-lhe brilhar em testes de pechincha,
Encher as bolsas estufadas, e não a cabeça;
Afogar os anseios e o brio de homem livre
Nos pântanos viscosos de excremento servil.
Salve a carcaça, nutrida, ainda que acorrentada!
Malditas sejam as dores do sonhador ou do poeta!
Bebemos à carne num único gole estígio e negro,
E afundamos o espírito numa cova de POLPA!
Lines upon the Magnates of the Pulp (Poesia #261)
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