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April Dawn (Poesia #155)

April Dawn

Amo ver os prados despertando

Sob a brisa de uma aurora de abril,

Quando sobre o monte de muros de pedra os raios solares quebram,

E tremem no gramado de tufos tenros.

Quando as tintas primaveris da terra e do céu se fundem

Em uma névoa plácida de luz matutina,

E os matizes entrelaçados da paisagem silenciosa

Pintam os altos cumes e alegram os vales.

O sol rubi-dourado, relutante em ascender,

Hesita um momento sobre o monte aveludado;

Prado, bosque e jardim fundem suas fragrâncias débeis,

E calandras matinais vibram com som de cristal.

Os sulcos recém-abertos, úmidos de orvalho e neblina,

Exalam uma mensagem de vida resurgente;

Cada arbusto e árvore recebe raios crescentes,

E brilha esplêndido, repleto de alegria e vigor.

Dizeis vós que uma vista estéril fere os olhos;

Que nenhuma graça selvagem adorna o verde ondulante?

Dizeis vós que aqui jazem pastagens sem beleza,

E que tetos de choupanas desajeitados estragam a cena?

Não é assim que o olhar do poeta senciente pode ver

A suave glória da encosta dourada pelo sol;

Um milhão de abrils vindos da eternidade

Brilham neste único abril, e cantam a bela esperança de um mundo!