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To Jonathan Hoag, Esq. (Poesia #151)

To Jonathan Hoag, Esq.

No Seu 88º Aniversário, 10 de Fevereiro de 1919

Mais uma vez o Tempo auspicioso, em giro anual,
Mostra um bardo destro, coroado com louros novos;
Enquanto multidões ávidas, bem contentes com o Destino clemente,
Aclamam o harmonioso HOAG, chegado aos oitenta e oito!
Que podemos dizer, ao contemplarmos com alegria
Aquele que pode florescer, sem jamais envelhecer;
Cujos versos comoventes nossos avós atentos conheceram,
E que ainda assim pode nos encantar com arte tão verdadeira?
Que podemos escrever de seus cantos Parnasianos —
Além de nossa censura, e acima de nosso louvor?
A vida é uma montanha, que alcança o céu,
Com o cume para sempre oculto, supremamente alto;
Suas encostas escorregadias todo mortal busca escalar —
Busca apenas pausar, fraquejar e fracassar.
Quem pode prever a fama daquele cujos pés
Sempre sobem, sem vacilar em retirada?
Assim trepa nosso cantor de Greenwich acima dos demais,
Alcança o ar mais puro, aproxima-se do cume;
Quão ampla e bela há de achar a sua visão
Da paisagem que a vida estende, quando olha para trás!
Bem pode a sua pena, naquele lugar exaltado,
Traçar de uma vez as belezas do mundo e dos Céus;
Em retrospecção falar de riachos e bosques,
E com igual arte descrever as cenas lá do alto.
Assim ressoa a lira que mais doce fica com a idade;
Assim brilham os versos na página Pieriana de HOAG;
Vida, Morte e Imortalidade ele canta,
Contudo alegra a nossa imaginação com coisas terrenas.
Quão brilhante é o seu quadro da escola singela
Onde mestres rústicos exerciam um domínio benévolo,
Ou da encosta coberta de neve, onde leves e livres
Os trenós de faces vermelhas deslizam em juvenil alegria!
Com notas mágicas seus cantos encantam nossos ouvidos,
Revivem o passado feliz e dissolvem os anos.
Podem bardos menores competir com aquele cuja Musa
Cada ano pode difundir um esplendor superior?
Quem é tão ousado que possa esperar alcançar
Uma habilidade igual, ou entoar um canto equivalente?
Alto no monte o nosso SCRIBA permanece só,
E funde uma era pretérita à nossa própria.
SCRIBA, por ti eu desejo um futuro brilhante
Com todo deleite conhecido e ainda desconhecido;
Que as Moiras bondosas que abençoaram teus dias de outrora
Derramem sobre os anos maduros favores repetidos;
Que Febo sorria à tua habilidade crescente,
E Esculápio resguarde a tua forma contra o mal;
Que Ninfas e Dríades das fontes e dos bosques
Preservem a tua alegria em solidões silvestres;
Que Joco guie o teu engenho infalível,
E o vivaz Comus se sente em teus banquetes;
E o melhor de tudo — que possas para sempre viver
Em meio a uma ventura tão intensa quanto a que teus versos dão!