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Grace (Poesia #129)

Grace

Com sinceras desculpas ao autor de “Ruth”

Na luz morna do bosque sem rumor,
   Em meio ao silêncio da noite em vir,
Eu vi-te erguida, enquanto aos galhos por
   Filtravam-se os pincéis do sol a ir.

Graça! Eu julgara-te altiva em demasia,
   Demasiado dura ao mundo e à sua dor,
Para pausar tristonha, em calma reveria,
   Esquecendo o gelo e o altivo furor.

Mas nesse instante os medos e o receio
   Foram levados pela brisa e os céus,
Quando te vi — não pranto em teu seio,
   Mas sacudida e rota aos trevas meus!