Uma tremente névoa veste o prado verde;
Calmo dorme o vale e o monte banhado de sol;
Além da colina descansa a antiga aldeia,
Cada torre e telhado acesos de luz dourada.
Um zumbido sonolento, como de abelhas contentes
Em colmeias distantes, permeia o ar balsâmico;
Sobre a encosta e a planície a brisa mal se movendo
Transporta do Sul um perfume suave e raro.
A baixada arborizada, onde tardias violetas crescem,
Estende-se como um oceano de verde convidativo;
Por entre corredores sussurrantes os raios de sol filtrados fluem
Sobre o riacho e a vereda, suavizados e serenos.
Em caramanchões rurais as rosas que se abrem coragem,
Enquanto síringas pálidas espalham suas flores fragrantíssimas;
Os toda a mata ganha um encanto suave.
E todo o bosque assume um encanto suave.
Cena deleitosa! A alma em êxtase se eleva,
E a magia ilumina a tarde bem-aventurada;
Acima de longos anos de aflição nossa fantasia conta
Um momento precioso de um Junho elísio!