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On a Battlefield in Picardy (Poesia #126)

On a Battlefield in Picardy

Aqui tudo está morto.

A planície de ossário conhece uma legião espectral,
Que repouso não há de achar,
E vistas cinzentas e vazias estendem-se sem fim adiante,
Carpetadas de lama,
E manchadas de vermelho.
Onde os filhos do Valor pela Liberdade sangraram.

E no céu causticante
Voam os corvos carniceiros,
Vasculhando o ermo sem árvores que apodrece ao redor,
Onde trincheiras escancaram-se, e crateras pontilham o chão.

E à noite a Astarte cornígera brilha,
E derrama seus raios malignos.

Contudo, tão recentemente ali florescia o bosque perfumado
Onde os pintarroxos coaxavam seu amor,
E pastagens sonhadoras, salpicadas de narcisos,
Onde Sátiros cantavam junto a regatos habitados por Náiades,
E onde Endimião ao fim do dia
Jazia sob os raios da lua.

Temível Desolação, que agora reinas sobre a cena,
Quão pouco te importas com as belezas que já existiram!

Seca está a planície por cuja face pisou
O retorcido Flagelo de Deus.

Mas às vezes na brisa
Que se agita ao entardecer, vêm profecias místicas
Do imortal Pã e de prados verdes!