O jovem Strephon suspirava por sua Cloé,
Com ardor, mas em vão;
A ninfa hibérnia negou-lhe a prece,
E à sua dor não se abrandou.
Mas um dia, de uma cena oriental,
Veio a bela (?) Hecatissa;
Ela fitou o pastor com agrado,
E sentiu a chama de Pafos.
Nenhuma chama recíproca o jovem mostrou;
Ele desprezou seus encantos duvidosos,
E ainda implorava à donzela hibérnia
Que buscasse seus braços abertos.
Assim Strephon, ora amado, ora sem amor,
Ora implorando, ora recusando,
Planejou, para que a paixão fosse movida
Na donzela de sua escolha.
Com falso desdém cessou seus suspiros,
E indiferente desviou o olhar;
Então cortejou com olhos dissimulados
A donzela da Baía de Boston.
A bela (?) solícita ouviu sua corte;
Com êxtase acolheu seu pedido;
A brilhante Cloé, escutando, nota cada palavra,
Afligida por um desejo ciumento.
Enfim a ninfa por Strephon se consuma,
E lamenta a ausência solitária;
Em lágrimas arrepende-se de seu curso frigido,
E anseia por conquistá-lo de volta.
Um único olhar bondoso a bela envia,
E Strephon está ao seu lado;
Em luto a pobre Hecatissa se curva —
Abandonada antes de ser noiva!
E naquela alegre manhã nupcial
Em que Strephon desposou a bela,
Uma figura encapuzada, pálida, desolada,
Elidiu-se pelo ar orvalhado.
Até a represa a triste foi,
Rogou aos céus que a perdoassem,
Depois saltou com intento desesperado
No caudaloso Rio Fox!
P.S. O deus do rio avistou seu rosto,
E sentiu uma dor súbita —
Recusou-se a reivindicá-la como sua noiva,
E a lançou de volta!