“Omnis erat vulnus unda
Terra rubefacta calido
nendebat gladius in loricas
Gladius fludebat clypeos—
Non retrocedat vir a viro
Hoc fuit yid fortis nobilitas diu—
Laetus cerevisiam cum Asis
In summa sede bibam
Vitae clapsae sunt horae
Ridens moriar.”
—REGNER LODBROG
O poderoso Woden ri sobre o trono,
E mais uma vez chama os filhos como seus.
A voz de Thor ressoa outra vez no alto,
Enquanto Valquírias armadas descem do céu:
Os Deuses de Asgard libertam todo o seu poder
Para despertar o indolente do seu sonho de paz.
Acordai! vós hipócritas, e dignai-vos a examinar
Os atos da vossa “fraternidade do Homem”.
Poderiam vossos pios estridentes enfraquecer na corrida
O impulso guerreiro que a Natureza ali pôs?
Onde estão agora as gentis máximas da escola,
O jargão dos clérigos e a Regra de Ouro?
Que palavra ou doutrina débil pode agora deter
A tribo cujos pais reconheciam o domínio de Valhala?
Demasiado contida, a tempestade sangrenta irrompe,
E Midgard treme sob o passo dos guerreiros.
A tua morte te aguarda, ousado Berserker! e tenta
Morrer em atos de bravura divina!
Quem se importa em achar o céu do sacerdote,
Quando só os guerreiros banqueteiam com Woden?
A carne de Schrimnir, e a taça de hidromel,
Pertencem apenas a quem cai em feito marcial:
Aquele camponês sem sorte, que encontra um fim passivo,
Jamais poderá contender na corte de Valhala.
Matai, irmãos, matai! e banhai-vos em gore carmesim;
Deixai que Thor, triunfante, contemple o esporte mais uma vez!
Todos os outros pensamentos desvanecem na névoa,
Exceto atacar, ou, se atacado, resistir.
Ouve, grande Alfadur, o choque do aço;
Como se sente como homem cada bravo espadachim!
Os gritos de dor, os rugidos de fúria desenfreada,
Ocupam nossos ouvidos em uma vasta sinfonia.
Golpeia! Derruba-o! quem quer que bloqueie o caminho;
Que cada um mate muitos antes de morrer hoje!
Atropelai os fracos; cumpri o que puderdes;
Os Deuses são mais clementes com o homem mais forte!
Por que temeríamos? Que alegria maior do que esta?
Apenas Asgard nos daria bem-aventurança mais doce!
Minha força está minguando; vagamente consigo ver
As Valquírias de capacete bem perto de mim.
Mais dez eumato! Quão estranho o pensamento do medo,
Com os mensageiros montados de Woden tão próximos!
A treva desce; sinto minha alma erguer-se;
Uma bondosa Valquíria me leva aos céus.
Com a consciência limpa, deixo a terra lá embaixo,
Para conhecer as alegrias sem fim dos salões de Woden.
O bosque de Glasir em breve verei,
E nas tábulas de Valhala serei inscrito:
Ali para permanecer, até que a trombeta de Heimdall ressoe,
E o Ragnarok envolva toda a criação;
E a Bifrost se rompa sob a horda do audaz Surtur,
E deuses e homens tombem mortos sob a espada;
Quando o sol morrer, e o mar devorar a terra,
E as estrelas descerem, e nada restar senão o Caos.
Então Alfadur renovará o seu reino,
E dotará deuses e homens de vida mais pura.
Naquela terra abençoada reinará a Abundância,
Nem um só vício ou infortúnio da terra restará.
Então, e não antes, os homens cessarão suas batalhas,
E viverão enfim em paz universal.
Por céus sem nuvens a águia voará,
E a felicidade reinará para todo o sempre.