Neste trecho de uma transmissão ao vivo, o criador do canal discute com o público o planejamento de leitura dos próximos sábados e interage com o chat em busca de sugestões de livros clássicos curtos.
Ainda não vou confirmar isso aqui para vocês, mas pode ser *A Divina Comédia*. Vou falar com o Lucas sobre isso. Sobre o próximo sábado, a gente está pensando em começar com *O Pequeno Príncipe* no primeiro sábado, falar de *Alice no País das Maravilhas* no segundo sábado de novembro, e para o terceiro sábado a gente ainda não tem um livro definido, embora tenha alguns nomes em mente. Provavelmente, no último sábado, será *A Divina Comédia* do Dante, abordando o Inferno, o Purgatório e o Paraíso, os três livros.
Quero saber se vocês têm alguma recomendação de livro curto para a terceira semana. Tem que ser um livro de no máximo 120 páginas, um classicão que vocês querem ouvir. Vocês têm algum pedido a fazer? Olha, eu quero muito fazer *Hamlet*, eu realmente quero fazer, mas eu concordo com o Lucas de que devemos variar os autores. Eu tinha dado a ideia para ele de fazermos os dois livros da Alice, porque são dois: *Alice no País das Maravilhas* e *Alice Através do Espelho e O Que Ela Encontrou Lá*, e ambos são do Lewis Carroll, do mesmo autor. Por isso, nem *Hamlet* nem *Otelo* a gente pretende fazer em novembro; vamos fazer mais para a frente. Podem ficar tranquilos, vai ter muito Shakespeare e muita gente. Só que, tirando Shakespeare e os autores que já fizemos anteriormente, vocês têm alguma recomendação de algum autor clássico, com cerca de até 120 páginas, para a gente falar na terceira semana?
Um livro de 200 páginas já não serve; tem que ser clássico mesmo, um romance pequeno ou uma novela. Tem três pessoas assistindo e eu não sei quem é a terceira pessoa; por favor, se manifeste e dê uma luz para a gente aí no chat.
A propósito, o Lucas tinha falado sobre *suspension of disbelief*, que é a suspensão da descrença. A fonte primária disso é a *Biografia Literária*, de Samuel Taylor Coleridge. Este livro é a primeira obra em que se fala sobre a suspensão da descrença na literatura, sendo essa ideia do Coleridge, que é bem conhecido na crítica literária britânica e universal. Então, para quem quer saber mais sobre a origem e o primeiro aparecimento desse termo crítico na história, a fonte primária é a *Biografia Literária* de Samuel Taylor Coleridge — o nome da obra é apenas *Biografia Literária*, eu só coloquei o nome completo do autor para facilitar.
Vamos ver aqui as sugestões do chat: *O Charco do Diabo* (ou *O Pântano do Diabo*), de George Sand. Deixa eu verificar o número de páginas… *O Pântano do Diabo* tem quase 200 páginas, não 90. Não sei da onde você tirou que são 90 páginas.
Outra sugestão foi *Taras Bulba*, do Nikolai Gogol. Deixa eu ver… *Taras Bulba* tem umas 250 páginas, meu amigo. Rapaz, vocês estão difíceis, hein? Do Gogol, talvez possa ser *O Nariz*. Ah, é porque a edição de vocês é resumida, daquelas bem condensadas, do tipo "A Odisseia em 100 páginas".