Salve! Cultas senhoras, unidas para proteger
As artes liberais do descaso imerecido:
Em cujos versos hábeis toda graça resplandece;
Cuja prosa fluida é música aos nossos ouvidos.
Quão oportuna chega vossa generosa ajuda
À cultura, esmagada pela indolência e pelo comércio.
O rascunhador moderno duplamente ofende
Pela falta de dignidade e falta de senso.
Contente em cafetinar a mente mal-ensinada,
Ele deixa para trás os preceitos da Musa;
Esquece as frases mais puras que conhece,
E faz versos vis, ou rabisca em prosa ainda mais vil.
Ele tenta ao máximo afundar toda elegância;
Escrever mesquinhamente, e pensar como um camponês.
As palavras solenes que seus antepassados tanto conheceram
Ele descarta como “formais” e “empoladas”.
Falta-lhe paciência para desperdiçar seus dons
Com leitores desatentos, amaldiçoados com o gosto camponês.
Quão nobre, culta irmandade, é a vossa tarefa!
Espalhar o verdadeiro conhecimento e desmascarar o falso.
Quão tristemente o público raso necessita
De instrução sobre como pensar e o que ler!
Vossos artigos, escritos com esmero e com leveza,
Servirão ao mesmo tempo para educar e agradar:
Com a mais verdadeira arte vossos temas serão fixados;
O grave e o alegre em justa proporção misturados.
Encantado pelo som de cada palavra harmoniosa,
Febo há de louvar, e todas as Nove aplaudir.
Com juvenil timidez avaliais vossos poderes
Como estando no estado penugento, recém-saído do ninho;
Contudo, a pluma tenra há de se ampliar,
E vestir as asas que elevam vossa fama ao alto.
Que reinos do saber podereis então explorar;
Quão alto acima da encosta do Parcasso voar!
Os frutos mais ricos de todo o solo da Aônia
Pagarão a cada erudita por seu fiel labor.
Que possais em vosso nativo Monte Rochoso
Mostrar ao mundo uma nova fonte Pieriana,
E que a velha Grécia infunda nela a sua mente,
Transformando cada membro em uma Musa moderna.