Enquanto Jackson explode de novo,
E despeja mais um balde de lixo no povo,
O bom Russell treme de pavor
De que Lovecraft lhe preste atenção, com fervor,
E use o romance como pretexto
Para quarenta linhas de um novo e rude texto.
Mas por que Russell há de odiar e temer
Ver os versos do rival aparecer?
É verdade, as diatribes são monstros drásticos;
O humor é fraco; o estilo, bombástico:
Mas que importa? O material traz a mercê
De retrucar com sagacidade e fé.
Por mais sem graça que seja a carta de Lovecraft,
Ela é útil para provocar algo que o afaste.
Russell, agora que reinas soberano,
Como o laureado coroado do *Argosy*, meu mano,
Reflete: sem mim, em suma,
Fama no *Log-Book* não terias nenhuma;
Agarras a pena e esperas com pavor
O que eu escrever sobre os “Pés com Ardor”.
Pronto para zombar, mas sem querer ver,
Aguardas a “Calamidade” acontecer.
Contudo, em vão é o teu temor;
Não condeno o que não li, meu senhor!