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Monos: An Ode (Poesia #140)

Monos: An Ode

Meu seja o dom de repousar
No monte eivado de flores e oloroso de Himiteto,
Ninado pelos cantos que as torrentes da montanha entoam,
E pelo canto lídio
De coros celestiais, por ninguém mais ouvidos, senão eu,
Uma menestrisia feérica
De som tão sutil quanto a luz viva
Que empreende o seu voo
De esferas imateriais, remotas e livres.

Que não ouse intrusar-se
Nesta sagrada solidão
Nada das sombras-sátiras da mente mortal;
A grosseria que corrói, os pensamentos empíricos que acorrentam;
Mas que minha fantasia voe
Acima das nuvens que velam o nosso planeta,
Longe das formas aparentes e dos sonhos da terra,
Aos abismos do alvorecer da Natureza,
Onde, por um curso puro, desprovido de partículas e esplendoroso,
Fluem as fontes etéreas da entidade e da força;

E circulando como começou,
Todo o ser cósmico se faz um,
E o Tempo, o Espaço, a Mudança e a Natureza variada fundem-se
Em ciclos infinitos e sem fim,
Até que a Razão, resplandecendo límpida,
Veja desaparecer
Tudo o que é complexo, terreno, vil ou sombrio;
E possa por fim contemplar
A matéria e a vida desdobrarem-se
Na Unidade desincorporada e divina,
Por toda a extensão de cujo tecido sutil
A Beleza e a Pureza resplandeçam intocadas.