Menu fechado

Ilíada de Homero: Canto 10 [RESUMO] ••• Lucas Rosalem

Ilíada Canto 10 – Resumo da Missão de Espionagem

Na sequência da série de resumos da *Ilíada* de Homero, este vídeo aborda o décimo canto, em que os gregos preparam uma missão de espionagem contra os troianos. O apresentador retoma a narração após a pausa causada pela transmissão ao vivo sobre a obra, e segue detalhando os acontecimentos do canto.

Moçada, aqui é o Lucas, do Universo Tares, voltando depois de uma pequena pausa para continuar nossos vídeos de resumos da *Ilíada*, um vídeo por canto. Até aqui já foram nove. A pausa aconteceu porque, no sábado passado, fizemos a live mais importante do canal até o momento, justamente sobre a *Ilíada*, trazendo informações e análises que, garanto, vocês não encontrarão em nenhum outro lugar. O link está na descrição; assistam, mesmo com as dificuldades técnicas e a minha própria oratória. Estou de volta para retomar de onde paramos. Vamos lá.

No canto nove vimos Agamenon desesperado, tentando fazer as pazes com Aquiles, sem sucesso. No final, Diomedes irrita‑se com a atitude de Aquiles e faz um discurso dizendo que eles não precisam dele; o pessoal se anima, inclusive Menelau. No canto dez, porém, Agamenão está completamente preocupado, sem conseguir dormir. Ele sente uma ansiedade avassaladora, tem medo de que o exército troiano avance mais e derrote os aqueus nas próximas horas. Embora o discurso de Diomedes tenha sido motivador, Agamenão permanece angustiado; quando olha para as naus, arranca os cabelos pelas raízes e reza a Zeus, tentando obter ajuda divina.

Agamenão sai do quarto e encontra Menelau, que também está muito ansioso, pois grande parte da situação decorre do desejo de Menelau de recuperar sua esposa. Os dois irmãos percebem que falta um plano: não podem continuar agindo como têm feito; precisam articular uma estratégia. Decidem convocar imediatamente uma reunião dos comandantes.

Na reunião, Nestor, o sábio conselheiro idoso, propõe que, se algum deles conseguisse infiltrar‑se entre os troianos e descobrir seus planos, receberia presentes, honrarias e glórias. O silêncio constrangedor que se instala é quebrado por Diomedes, que se oferece como espião, mas não quer ir sozinho. Ele argumenta que, sendo apenas o “cara dos músculos”, precisa de um companheiro mais astuto. Vários se prontificam, mas Menelau recusa‑se a enviar ninguém que não seja capaz. Diomedes escolhe Ulisses, o homem mais inteligente, para acompanhá‑lo. Os dois fazem uma prece e partem em direção ao acampamento troiano.

Por coincidência, os troianos, sob a liderança de Heitor, planejam exatamente a mesma coisa: escolher alguém para infiltrar‑se no acampamento aqueu. Surge então Dolon, um troiano descrito como muito feio, porém extremamente veloz. Apesar da aparência, ele é o candidato ideal para a missão troiana.

A narrativa volta a Ulisses e Diomedes, que atravessam o campo onde jazem corpos destroçados. Eles percebem movimentação à frente e, inicialmente, se escondem para observar quem se aproxima. Quando alguém começa a saquear os mortos, eles se preparam para agir. O homem que avança rapidamente desperta a atenção de Diomedes, que, incitado por Atena desde o início da história, corre sem trégua atrás dele. Embora Diomedes não consiga alcançar o fugitivo, Atena lhe concede energia extra, e ele continua a perseguição.

Diomedes lança uma flecha que fere o homem, atingindo‑o no ombro ou na coxa (a passagem não especifica exatamente). O ferimento não é grave, mas o troiano fica aterrorizado e se entrega, revelando ser Dolon, o espião troiano. Dolon tenta negociar, oferecendo informações em troca de vida, mas os gregos estão mais interessados nas informações em si. Ele revela que os Trácios, aliados dos troianos, acabaram de chegar com um novo acampamento, trazendo muitos cavalos grandes e fortes que prometem ser um grande incômodo para os aqueus.

Ao terminar de falar, Dolon tem a cabeça cortada – o texto descreve que, enquanto ainda proferia, a lâmina do deus (ou o próprio Diomedes) lhe decapita a cabeça, que cai ainda falando. Essa cena, inusitada e criativa, surpreende o narrador.

Com Dolon morto, Ulisses e Diomedes dirigem‑se ao acampamento dos Trácios, que está separado do acampamento principal troiano, assim como as naus aqueias ficam afastadas do restante da frota. Lá, eles combinam suas ações: Ulisses desmonta e desamarra os cavalos para levá‑los embora, enquanto Diomedes avança com a faca, cortando o pescoço dos guardas. Eles matam cerca de doze homens, incluindo possivelmente o líder do acampamento, e continuam a roubar os animais. Em determinado momento, Diomedes se assusta ao ouvir um suspiro profundo do líder morto, mas Atena sussurra-lhe para fugir, pois a presença de outro deus poderia acordar os troianos.

Pouco depois, Apolo percebe a intrusão, acorda os soldados e o caos se instala. Quando os gregos percebem o que aconteceu, já é tarde: Ulisses e Diomedes já levaram todos os cavalos para longe. Eles retornam às naus aqueias, onde são recebidos com grande alegria. Menelau, inicialmente preocupado com o roubo dos cavalos e temendo represálias, vê que nada ocorreu e se tranquiliza.

Para concluir o canto, os gregos prestam reverência a Atena, agradecendo-lhe a ajuda. O décimo canto, portanto, não apresenta grandes batalhas, mas destaca a tensão entre as duas espionagens simultâneas – a dos gregos (Ulisses e Diomedes) e a dos troianos (Dolon) – e o plano astuto que se desenrola. Os desdobramentos desse episódio serão explorados no canto onze. Fiquem atentos ao canal para os próximos vídeos. Até mais.