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Hellas (Poesia #136)

Hellas

Amada terra de luz! de cuja margem elísia
Vertem os raios auroras do pensamento e da liberdade;
Cujo espírito lúcido, tornado esplendor que o mundo abrange,
Sobrevive imortal e arde em chamas no nosso;
Que voz resta, já que todas as tuas emudeceram,
Para cantar tuas glórias com a devida arte?
Grécia! Quem pode ouvir unmóvel teu nome mágico
Quando o engenho e a arte proclamam teu poder materno;
Quando a verdade e a beleza ostentam um nascimento ático,
E as graças gregas alegram a terra em aplauso?
Nada lemos sem que a Grécia ilumine o caminho;
Nenhum mármore cinzelado deixa de afirmar teu domínio;
A própria Natureza brilhante a alturas mais amáveis pode erguer-se,
Quando vista através dos olhos mitológicos de Hélade;
Em vão, porém, são os louvores, pois tomamos de ti
Tudo o que somos, e tudo o que esperamos ser!