O hábil Apeles, por seu Príncipe encarregado
De pintar em linhas vivas o corcel afegado,
Em vão esmerou cada truque e estudada graça,
Para traçar a semelhança da espuma que o cavalo passa.
Enfim, despeitado, o pincel gotejante atirou
Contra o cavalo de tela que à sua frente pendurou—
Quando eis que! por acaso, respingou por toda a parte
A espuma pintada que desafiara sua arte!
Assim os cubistas selvagens de uma era posterior
Com fúria caprichosa buscam prender seu furor,
Ainda que seus pobres rabiscos nobres fossem
Se a tinta ao acaso e sem rumo atirassem!