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Cindy: Scrub-Lady in a State Street Skyscraper (Poesia #182)

Cindy: Scrub-Lady in a State Street Skyscraper

Cindy: A Faxineira de um Arranha-Céu na State Street

Rosto negro e dentes brancos,
A alma de Cindy perdeu a juventude.
Estranhamente alheia à multidão,
Sobre o seu esfregão eternamente curvada:
Os olhos podem revirar e os lábios sorrir,
Mas há algo morto por dentro!
Testa serena — resignada ao Destino —
Uns trezentos quilos de peso —
Cindy empunha a vassoura de uma cínica,
Sem pensar em esperança ou perdição.
Com o mundo ela já não se importa —
Ela já viu de tudo antes!
Cindy está sempre trajada de vermelho,
Com um lenço amarrado à cabeça.
O que pode assim definhar a donzela?
Melancia, trabalho ou desgraça?
Apesar de plácidos serem os seus dias,
Ainda bem que eu não sou ela!