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A Summer Sunset and Evening (Poesia #108)

A Summer Sunset and Evening

No metro (ainda que porventura não no modo) do Poly-Olbion de MIKE DRAYTON, ESQ.

O sol rubro declina além do monte púrpura,
E o ocidente pintado uma centena de cores preenche.
As barras de nuvens escuras que riscam o céu em chamas
Realçam a cena esplêndida e agradam ao olhar atento.
O desfiladeiro sombreado atrás pressente a noite que vem;
O lago placido adiante reflete a luz desvanecente.
As harmonias dos pássaros calam-se com a tarde,
Mas logo os coros de insetos o silêncio do crepúsculo aliviam.
Doces são os acordes de verão que o pequeno exército entoa,
Enquanto rãs em lagos cobertos de lírios saúdam a lua crescente.
Sobre aquele pinheiro altaneiro espreita um único raio,
O primeiro do brilhante exército do Céu a apressar o dia que parte.
E cada sombra que cai traz outra pequena estrela,
Até que toda a esfera acima cante um hino silencioso.
Em pastagens que se estendem a reinos além de nossa vista,
As florzinhas que se fecham balançam, entorpecidas pelo orvalho.
E toda a cena ao redor ganha um aspecto alterado,
À medida que os raios da lua douram o riacho e despertam melodias em resposta.
Agora no matagal úmido o brilho intermitente do vaga-lume
Pisca como a estrela espelhada no lago e no riacho plácido.
Dos galhos que se arqueiam por cima a coruja bufante desperta,
E vislumbrada contra a lua empreende seu voo majestoso.
Todas as vistas e sons se fundem para despertar a mente pensativa,
E quem que olha e ouve não adora tudo combinado?
O espetáculo da noite com olhar reverente vemos,
Pois a Divindade está em tudo, e tudo na Divindade!

Epílogo

Eis a benevolente Natureza em seu humor mais doce,
Quando nem o dia nem o brilho solar se intrometem.
Que homem há tão embotado que falhe em receber
As belezas mais sombrias da tarde de verão?
Puxa vida! é enfadonho conter meu ardor
Ao ritmo alexandrino e ao verso de Drayton.
Sozinho na bela floresta de Quinsnicket à noite,
Bem que eu gostaria de seguir o voo mais suave de Thomson!