Neste trecho final da análise da obra-prima de Sófocles, o mensageiro de Corinto e o antigo servo de Laio revelam a verdade sobre a origem de Édipo, culminando no trágico reconhecimento dos fatos, no suicídio de Jocasta e na auto-cegueira do protagonista.
Édipo questiona suas origens e Políbio, o rei de Corinto que ele considerava seu pai. O mensageiro esclarece que Políbio não tinha parentesco de sangue com ele e relata que havia recebido o bebê das mãos de outro pastor anos antes, nas montanhas. Esse segundo pastor, que se descobre ser o único sobrevivente do ataque em que o rei Laio foi morto e atual servo de confiança em Tebas, é trazido à força para depor. Sob ameaça, ele confessa que a criança lhe fora entregue pela própria rainha Jocasta para ser abandonada e morta, a fim de evitar o terrível oráculo de que o menino mataria o pai e se casaria com a mãe.
Nesse exato momento, Édipo compreende toda a verdade: a cicatriz em seu pé, o significado do seu nome, a identidade de seus verdadeiros pais e o horror dos crimes que unwitting cometeu. Desesperado, ele corre para o palácio. Segundo a narrativa do coro e do corifeu, Jocasta se enforca em seu quarto após um surto de desespero. Ao encontrá-la morta, Édipo pega um gancho e arranca os próprios olhos, incapaz de suportar a visão de suas próprias desgraças.
Após pedir para ser exilado de Tebas para nunca mais ter contato humano, Édipo protagoniza uma longa cena de lamentação. Creonte entra em cena para discutir o destino do ex-rei, que implora apenas por proteção e piedade para suas filhas, para que não sofram a hostilidade e a vergonha pública. A peça termina com esse tom sombrio, consagrada na *Poética* de Aristóteles como a maior tragédia de todos os tempos devido à genialidade de suas reviravoltas. Por fim, o autor faz uma breve digressão sobre o famoso "Complexo de Édipo" cunhado por Freud, argumentando que a teoria psicanalítica não condiz com a realidade do mito, visto que o herói trágico agiu sem qualquer desejo ou culpa consciente.