Onde o Áustro com seu hálito de amor
A brisa da Sicília aquecida agita,
Vede, no charco banhado de sol, Dáfnis vai por
Uma bela e distante amada que ele habita.
Nenhuma ninfa do bosque vizinho
Pode apaziguar seu anseio pensativo,
Mas (enquanto seu rebanho vagueia sem carinho)
Ele fitas os mares faiscantes, esquivo.
Por que, indaga o arador ao fitar
O jovem lunático à beira do mar,
Dáfnis assim, com os olhos a chorar,
Olha as ondas com fome e sem parar?
Não são as donzelas dos córregos de Ácis,
Ou da Ciane de juncos plena,
Belas como o fantasma de seus sonhos mais frágeis,
Ou dignas de um rapaz de tal cena?
O sábio assiste com sorriso no rosto,
Notando a situação do jovem com diversão,
E jura que a graça presente, a um tal posto,
Jamais rivaliza com o encanto de outra dimensão!