Vem, mês ameno, cujos plenos encantos
Sobre o prado e a mata difundem sua graça;
Cujo ardor aquece todo o vale,
E alegra a face do monte grato.
O milho ondulante lá no campo,
Deliciado, confessa teu raio genial;
Enquanto as planícies cobertas de trevo rendem, adorando,
O incenso do feno recém-cortado.
O céu veste um azul mais adorável;
O sol cavalga orgulhoso por Virgem;
A cotovia canta mais doce ao raiar do dia;
O riacho desliza com cristal mais puro.
O bosque floresce com abundância tropical,
E o Verão reina em estado régio;
Preciosa é a dádiva das horas primeiras,
Contudo agora cada uma atinge o seu cume.
Aos bardos jovens a Primavera eu dou;
Aos pastores suspirantes o Junho divino;
Mas eu viveria em meio a alegrias mais maduras,
E escolheria para meus os dias de Agosto!