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To the Arcadian (Poesia #116)

To the Arcadian

Enquanto os pasquins de Grub-Street erigem sua fama
Com próglogos vis colados a peças de nobre drama;
Como parasitas que a um grande nome se atam,
Sua glória de alheia glória e fama arrebatam,
O rimador aqui com luz emprestada fulge,
E versos da Beócia na Arcádia se intrusos pulge!
Amigos das Nove! Qual louvor seria imenso
Para o canto de um JORDAN, em seu doce senso?
Vive um crítico que o atreva sem tremor a ler
As brisas e crônicas do prado de Morven a arder?
Som sobre som, beleza sobre beleza flutua,
E graças sutis enfeitam a nota crua.
Raro o bardo cujo gosto infalível comanda
O encanto imaculado de onde a Arcádia abranda;
Cujo dom despreza um mundo sórdido e vil,
E zomba da crua realidade em tom febril!
Deixai o tímido Codro com tédio ditar
O que o Estagirita duas vezes quis legar,
Ou, como um pedante em Pindáricas gritar
A leitores exaustos como a vida findar.
Deixai o melancólico Bávio por Clóris penar,
E a bela em meio-coroa por página cantar.
Deixai o piegas Mévio, louco de furor lírico,
Dissecar sua alma num delírio empírico:
Seus versos pesados jazem na poeira da estante,
Enquanto nós achamos, em JORDAN, a beleza radiante!