Ao Prezado Maurice Winter Moe, Esq.
O sábio Doutor Moe prescreve
Que eu mude minha Rima;
Portanto, que ele, por favor, leia cada Canto,
Nenhum com o Outro combinando.
Quanto aos meus amados Heroicos,
Destrua-os se puder, Senhor!
Estas estrofes tolas e refrões silvestres
São apenas a Resposta da sua Vítima.
Meu engenho não é tão polido
Que a todas as Medidas eu me adapte;
O que criei tem menos de Pensamento
Do que de ociosos Prazeres rítmicos.
Essas estanças rudemente cinzeladas,
Compusesse-as eu por seus Conselhos,
Não cortejam o Coração nem seguem a Arte,
Mas buscam Preços Comerciais.
Mas quem pode capturar o Favor
Com Baladas que ele despreza?
É verdade que imito a Forma de cada Poeta,
Contudo, nada além de Lixo surge.
Agora, estrito ao Preceito,
Apeguei-me à matéria batida;
Sempre que escrevo, busco o Banal,
E entoo apenas tagarelice ociosa.
Mas já que dizeis que os Jornais
Desejam mais a meditação comum,
Embora os Clássicos estremeçam, pego minha Lira,
Usando cada Medida moderna!
Epílogo
Sempre que aturdido por um leve Refrão,
Preciso retomar meu velho Tom Heroico.
Assim como o Retorno de Carlos mudou a Melancolia em alívio alegre,
Consolarei minha moderna dor métrica;
E como um Paciente, dosado com Óleo de Rícino,
Que busca com doces posteriores disfarçar o sabor,
Imediatamente devo apaziguar minha Musa ultrajada,
E nos Heroicos desfrutar do meu descanso duramente ganho!