Bom dia, Winewell! Soube da novidade?
(Tome um charuto — do tipo que uso!)
Sim — é o velho Rói-Livros — sujeito esquisito —
Ele bateu as botas pro sono fito!
Eu não o via há um ano inteiro —
Mas sabe como é, era tão bisonho o primeiro!
Um chato da Temperança — burro sem par!
Carrapatoso com o copo no meu bar.
E que enfado! Não era pra estranhar
Que dele a gente começasse a afastar.
Livros — Livros — e Livros — o ano inteiro!
Não falava de outro assunto o parceiro.
Diziam às vezes que a saúde estava ruim —
Achei que era preguiça dele, enfim!
Dizem que ele escrevia — um bocado até;
Eu sabia que ele era ferino, com fé,
Mas não cria que desse em boa lavra
Pra literatura — acha que há palavra?
Acho que o material era meio cru —
Nunca vi em livro nenhum, tu?
Lembra dele quando era um garoto?
Não tivemos colega mais esquisito, noto!
Não tinha pensamento igual ao nosso —
Só exibia o intelecto com alvoroço.
Eu sempre disse — como amigo, afinal —
Que ele ia acabar terminando mal!
O infeliz parecia nunca vingar —
Acho que só metade dele quis respirar.
Agora que se foi, bem que eu queria
Não tê-lo deixado sumir da minha via —
Mas ora! Só se importava com leitura,
E solitário não devia estar na altura!
Bem, agora acabou! (Alô, Jack!
Boa viagem? Que bom que estás de volta, meu craque!)
Sim — Rói-Livros bateu as botas — o quê? Vai devagar!
Achava que tinha morrido há um ano a espalhar?
Não — aconteceu agora. (Tem um fósforo aí?
Estes de enxofre são ruins de luzir!)
Odeia morte a gente! E — Oh, que diabo!
Esse sujeito nunca serviu pra prato!
Viu meu carro novo? É uma máquina!
Vou pra casa vestir roupa fina!