Acabei de terminar aqui o segundo filme, gostei, maneiro, bem legal. E gostei sim. A última hora, né, que eu já tinha visto das três horas e meia desse tudo, já tinha visto duas horas e quarenta, então, por assim dizer, a última hora, cara, as piadas ficam muito melhores, falam sério. A comédia fica muito melhor, velho. Foi o único momento no filme que, não foi o único, né, mas assim, dava pra gente rir bastante, sabe? Ainda mais que a cena era tensa, e isso que é interessante, que dava para rir bastante e a cena também era tensa, sabe? Então não era só uma coisa ou outra, tipo, ficava alternando, né? A batalha do cerco é muito boa, cara. Nossa senhora, muito boa mesmo. Não vou dizer que é a melhor que eu já vi, até porque não vi muitas, mas ela é muito boa, a batalha do cerco é boa demais, cara, demais, demais, demais mesmo.
O negócio lá dos Ents, os homens-árvores, os arvoredos, né, é muito show também, muito maneiro. E, enfim, o filme foi sensacional, o filme é muito bom, saca? O primeiro é bom, o segundo é melhor. Espero que o terceiro seja melhor ainda, né? Mas o segundo consegue ser melhor que o primeiro, assim — não que o primeiro seja ruim, mas você entendeu, o segundo consegue ser melhor que o primeiro, né? E as piadas melhoram muito. Não preciso contar quais são, né, porque você já viu o filme cinco vezes, mas as piadas do cerco são melhores, elas definitivamente são melhores, são melhores mesmo, saca?
E cara, deixa eu ver, é tudo muito bem amarrado, é tudo muito bem amarrado mesmo, bem matemático assim, saca? Bem grudadinho mesmo. E cara, uma coisa que eu não gostei — mas isso tem um pouquinho no primeiro filme, mas tem mais no segundo, no segundo tem para caralho, tem muito disso, tá ligado? — é que, nossa, isso também é uma coisa que tem na série The Chosen, dos apóstolos de Jesus, né? É uma coisa que tem bastante e eu detesto quando isso acontece demais, eu detesto: é nego chorando o tempo todo, puta que pariu, cara! Nossa, como isso estraga as coisas, cara! Tipo, não é ruim você mostrar alguém chorando, alguém triste, alguém com lágrimas nos olhos, deixando lágrimas caírem pela bochecha, escorrer pela bochecha. Isso não é ruim, não, não tem problema.
A questão é que se fica repetindo isso a todo momento, tá ligado? Se o personagem não tem nenhuma firmeza, cara, fica patético, mas no sentido técnico do termo, né? Do *pathos*, de ser reduzido às emoções, às emoções convulsivas, que seriam tipo a grande tristeza, a raiva, tipo, basicamente isso, um enorme terror, sabe? Tipo aquele medo gigantesco, um pânico enorme. Se você fica repetindo demais, fica patético no sentido mais comum e vulgar da palavra, que é ridículo. O sentimentalismo vira um sentimentalismo alado, saca? Fica uma bosta, cara.
Então assim, eu tava entendendo o que estava ali, eu entendi as paradas que eles estavam sofrendo e tal, mas eu falei: "Caraca velho, segura esse olho, meu irmão!". Caraca, eu acabei de me relacionar contigo, você tá chorando aí, vai para outra cena, você tá chorando de novo, aí na seguinte você tá chorando de novo. Caraca velho, puta que pariu, meu irmão! Eu me senti como se eu estivesse vendo essa última temporada aí do The Chosen, em que — não que a última temporada tenha sido ruim, não é isso não —, mas é que toda hora tinha alguém chorando o tempo todo, ninguém conseguia segurar firme a parada. Parece que eles estavam chorando para poder aumentar o tempo de tela, saca? Tanto no The Chosen, quanto aqui, parece que os caras ficam chorando assim, sabe, para aumentar trinta segundos de cena. Caraca, que inferno, cara! Puta, segura essa lágrima, cara! Assim, chorar de vez em quando, beleza, mas o tempo todo não dá, cara, porque senão eu não consigo levar a sério, liado, puta que pariu!
Assim, é maneiro o filme, porra, mas puta que pariu, meu irmão. No primeiro filme os caras choravam uma vez ali, tranquilo, saca? É o momento que é meio triste mesmo. Eu não cheguei a chorar em nenhum dos filmes, mas eu olhei e falei: "Pô, triste mesmo, né, velho, dá para entender, né?". Agora aqui, velho, puta que pariu, meu irmão, os caras chorando assim, sem parar, eu falei: "Vai tomar no cu, cara, robô, aí, caraca! Não é possível, tá ligado?". Não é possível, tá muito chato isso aqui, cara.
O Frodo e o Sam, puta que pariu, meu irmão, esses caras têm que segurar o olho, velho, não é possível, não, cara! Puta, a cada cena os caras estão tendo um colapso emocional, que chato, cara! Muito chato, o cara parece que tá falando lacrimejando o olho dele, cara. O cara fala lacrimejando assim e você fica: "Mano, para aí, cara, segura essa bagaça, velho!". Porque só quando você segura e depois você colapsa é que a gente consegue empatizar, porque na vida real também é assim, pô. Na vida real a gente segura o choro, segura, aguenta, sabe, a gente finge que tá tudo bem para poder fazer o que é urgente e tal. E aí tem uma hora que não aguenta, tem uma hora que não dá e, pô, extravasa, saca?
E aí, pô, cara, sabe, toda hora chorando, velho. Eu juro para você que o que corrompeu muito essa última temporada do The Chosen foi nego todo episódio chorando várias vezes, velho. Eu falei: "Cara, isso não é possível, não consigo levar essa porra a sério!". E olha que é uma série em que teve cenas que eu chorei mesmo, que eu vi pessoas chorando e tava chorando junto, eu falei: "Caraca, isso aqui é muito triste, muito bonito, sabe?". Só que o tempo todo, isso eu não consigo, velho. Tem um limite de lágrimas nos meus olhos, tem um limite aqui, não consigo, não, cara. Tem um limite de patetismo, tem um limite de *pathos* na minha pessoa que não consegue, sabe? Entendeu? Se largar assim direto, perde a graça, velho.
Enfim, não tem como me compadecer tanto assim, mas tirando isso, o final foi maneiro para caralho. O negócio lá com as plantas é maneiro para caralho, dos homens-planta, é muito show. É que eles são nerds para caralho e quando veem os amigos deles mortos ali, eles ficam putos e vão lá fazer as paradas. A cena lá que os orcs estão voltando, eles estão voltando para a floresta, aí você só vê as árvores mexendo, os orcs gritando — os uruk-hai, né? — você fala: "Caraca, que show maneiro, né, velho!". É muito, muito bom, né, velho, muito bom mesmo.
O filme é muito bom, realmente muito bom. Eu queria que aquele cerco em Game of Thrones, na oitava temporada — acho que é a oitava temporada, não sei se é sétima ou oitava, mas acho que é a oitava —, eu queria que aquele cerco lá do exército dos mortos-vivos, dos White Walkers, contra o pessoal ali da Daenerys e do Jon Snow, eu queria que tivesse sido, não desse jeito exato, mas na mesma qualidade. Não foi, mas eu queria que fosse nessa mesma qualidade. Não foi, foi diferente, mas enfim, águas passadas, né? Mas foi muito bom aqui, cara, bem-feito para caralho, tá ligado? Bem-feito para caralho, irmão. Puta, cada recurso assim usado de um jeito muito bom, cara.