E aí, pessoal do Universo Antares! Bem-vindos de volta a mais um vídeo aqui no canal, bem-vindos de volta à nossa playlist onde eu analiso todas as histórias que o H. P. Lovecraft escreveu. E no vídeo de hoje nós vamos analisar uma história que ele não escreveu, mas ele deu uma boa aprimorada.
A história, na verdade, foi escrita pelo autor… eh, deixa eu ver aqui, eu esqueci o nome dele, pessoal, meu Deus do céu! Ah, Wilfried Blanch Talman. Nunca vi falar desse cara, mas bom, eh, era um dos autores com… Na verdade, o Lovecraft, ele se correspondia com muitas pessoas, né? Mas ele se correspondeu com esse autor aí, que, se eu não me engano, ele é mais conhecido de fato pela colaboração que ele teve com o Lovecraft.
E esse conto, ele foi escrito, acredita-se que tenha sido escrito entre julho e outubro de 1926, e publicado em agosto de 1927 na revista *Weird Tales*. Este conto tem o título de "As Duas Garrafas Pretas", assim, bem específico, né? Eh, eu não entendi muito bem até ler, porque eu não tinha lido esse conto até o momento. É justamente o que… Ele tinha sido um conto revisado pelo Lovecraft, muitas antologias não incluem a história na coleção, mas é uma história muito boa e eu li nessa edição aqui da *DarkSide Books* [D. Classics], que inclui sim o conteúdo.
Mas vamos lá, qual que é a história do conto? Bom, aqui a gente tá acompanhando o personagem, que ele recebe uma carta falando que o tio dele, o tio distante dele, faleceu. E aí ele vai para uma cidadezinha de interior em que, basicamente, o tio dele faleceu de maneira misteriosa. E por quê? Nessa cidade tem um tal de Old Foster, que é o velho Foster, que é um padre que supostamente descobriu uma parte ali na no púlpito da igreja, ele descobriu uma biblioteca com materiais de ocultismo. E aí ele meio que subverteu os cultos dele para beneficiar, digamos assim, essa parte de ocultista, esse… enfim, esses rituais, ele queria testar. E aí os sermões estavam muito relacionados a isso também, inclusive, estavam relacionados a… o tio dele, né, tava meio que encantado, tipo, literalmente ele tava sofrendo de uma espécie de magia pelo Old Foster.
E aí, se eu não me engano, é o… eu não lembro agora exatamente o nome dele, mas era… tem outro personagem também envolvido. E aí, assim que o personagem chega nessa vila, ele fala assim: "Ó, eu sou filho do… seu filho, não, sou eu, vim aqui para ver meu tio, para descobrir mais sobre o falecimento do meu tio", que é o Vanderhoof, é o tio dele. E aí o pessoal falou: "Caraca, você não pode ir nessa igreja, cara, essa igreja aí é… o padre de lá é doidão, o padre de lá é doidão, ele fala coisas com o diabo, você não pode ir aí". E sempre aquele personagem né, que pensa assim: "Não, mas é claro que isso é tudo, não passa de superstição, eu vou lá ver o que que tá acontecendo e depois eu vou voltar para casa".
E aí de fato ele vai lá. E aí, quando ele chega, ele vê que tem uma… como posso dizer? A lápide, sabe aquela lápide de crucifixo mesmo? Ela tá meio assim, ela tá numa posição… E aí, beleza, guardem essa informação. E aí, só que ele sente que ele tá sendo observado, ele sente uma aura negativa e ele vê que, depois de muito procurar ali pelo padre, ele descobre que o padre tá completamente apavorado. E aí ele tem aquele sotaque bem de caipira também, né? Mas o padre falou que deu tudo errado, ele tá completamente bêbado, que o Vanderhoof vai vir buscá-lo.
E aí o personagem fica: "Por quê? Por que que ele vai vir buscá-lo?". Dá uma espionada assim, uma espiada na janela, e ele vê que a lápide tá mais ou menos assim, ó: ela virou um pouco. Aí ele fica tipo: "Hum, essa lápide se moveu, hein? Poxa, aquela não é a lápide do meu tio Vanderhoof? Hum, estranho". Ele começa a falar com o cara: "Não, mas o que que aconteceu?".
E aí, basicamente, o Old Foster, né, esse velho Foster, começa a falar o porquê e das pessoas terem parado de frequentar, né? E porque as pessoas pararam de frequentar a igreja, porque ele só falava… Basicamente, os sermões dele estavam ficando cada vez mais estranhos. E aí ele falou que ele foi descobrindo, né, junto com o Vanderhoof, mais sobre essa… sobre todas essas nuances do ocultismo, e que ele encantou diversas pessoas e fez diversas maldades. E é por isso que a cidade tá tão amaldiçoada assim.
E aí ele fala que o Vanderhoof tá vindo buscá-lo, porque ele pegou a alma do Vanderhoof e colocou numa garrafa. Sim! Aí é mostra, por isso que tem o título do conto, que tá lá, uma garrafa. E aí o cara fica completamente doido, né? O personagem principal fala: "Calma aí, deixa eu dar uma olhada ali na janela", e ela tá completamente assim, tipo, a lápide tá completamente virada. Ele fala: "Ferrou, ele tá vindo buscar mesmo, parece que ele tá vindo buscar. Me dá essa garrafa aí, homem, vamos tentar resolver essa parada aí o quanto antes".
E aí o velho fica: "Não, não, se você pegar essa garrafa e soltar, ele vai vir atrás de mim, ele vai vir atrás de nós, ele vai nos matar". E aí ele fala, tipo assim: "Mano, venta essa garrafa, vamos tentar resolver essa parada aí o quanto antes". E aí ele começa a se aproximar do homem, e aí o homem começa a encantá-lo, ele começa a falar algumas coisas, e de repente ele sente como se a alma dele tivesse de fato saindo da própria garganta. Ele pega a garganta do homem, né, e ele dá aquela estrangulada no cara. E aí o cara deixa cair a garrafa que tinha a alma do Vanderhoof.
O que que acontece? O Vanderhoof surge como uma flâmula assim, ele só ouve, na verdade, não surge, né? É, a gente vê um eco da alma dele: "Seu desgraçado, você vai pagar!". E aí você fica tipo: "Caraca, o que que aconteceu?". E, basicamente, termina o clímax da narrativa: ele mete o pé, ele sai correndo, ele fala: "Beleza, acho que eu já fiz o que tinha que ser feito aqui". Ele olha para trás, ele vê uma sombra gigantesca subindo mesmo, escalando a igreja, e o grito do padre.
E aí ele vai para a cidade, ele conta o que aconteceu e aí, claro, ninguém acredita nele. E aí ele fala assim: "Ó, vamos lá, vocês querem ver comigo?". E aí ninguém vai, todo mundo tipo fica medroso à beça. E aí, depois disso, ainda assim, depois disso, ele meio que vai até o cemitério de novo. E aí um velhinho fala assim: "Eu vou lá, meu filho, porque, na verdade, a nossa família fazia parte do… não sei o quê. E aí meu avô, meu bisavô, na verdade, ele já ouviu falar sobre essa história, eu vou te ajudar".
Eles vão lá e encontram o cemitério, né, encontram o túmulo do tio dele vazio. E aí ele fica: "É lógico que foi… com certeza, provavelmente foi… alguém tentou exumar, né? Alguém exumou o corpo, algum ladrão de lápides, né, algum ladrão de túmulos". E aí ele sai dali, vai sair da cidade, mas ele sabe que, a partir daquele dia, né, houve relatos sobre pessoas que viram uma assombração aparecendo no… viram, né, constantemente assombrações aparecendo nesse tal de cemitério. E a gente fica: "Caramba, o que que aconteceu?".
É uma história muito maneira, eu gosto muito dela, da dinâmica dela, mas no mais é isso. Eu vou ficando por aqui, eu espero que vocês tenham gostado. Eu vejo vocês no próximo vídeo. Até mais!