O que você diria que significa escrever bem? Eu fiz um vídeo já anterior a este aqui, onde eu falo um pouco sobre isso, onde eu explico inclusive que não existe uma forma só de escrever bem, porque depende muito do contexto, depende do objetivo da sua escrita. Então, por exemplo, se você é um acadêmico de física nuclear, as pessoas que vão avaliar os seus artigos não esperam encontrar outras coisas lá que não sejam explicações muito claras e didáticas sobre o seu trabalho. E da mesma forma, se você faz material didático para crianças do ensino fundamental, não se espera que a sua linguagem seja a mesma de um acadêmico. Mas eu já falei disso um pouco no vídeo anterior. Nesse vídeo aqui, eu quero mostrar alguns detalhes de uma discussão que rolou lá no nosso grupo do Telegram para entrar um pouco mais fundo nessa discussão quando o assunto é literatura ficcional. Então eu trouxe alguns pontos aqui pra gente discutir juntos. O primeiro deles é: o que é escrever bem. Então se você sair perguntando pras pessoas por aí o que que é escrever bem, provavelmente as pessoas vão dizer alguma coisa parecida com comunicar bem as suas ideias, comunicar com clareza o que você pretende. Então guarde bem isso, tá? Guarde bem isso. O primeiro questionamento que eu quero fazer aqui é o seguinte: será que isso se verifica na prática? Analise comigo como é que é o comportamento de um leitor comum. É o meu comportamento, é o seu comportamento, é o comportamento de todos os leitores comuns por aí, tá? Quando a gente tá lendo uma obra do Shakespeare ou um Dom Casmurro, que seja, do Machado de Assis, e talvez você não leia, não goste dos clássicos, e eu precise citar obras mais contemporâneas, como por exemplo as Crônicas de Gelo e Fogo, porque mesmo nessas obras, o leitor não entende tudo. Sabe por que o leitor não entende tudo? Não é porque ele é burro, é porque é impossível você entender tudo. E é bem fácil de entender isso, tá? Considere essas duas questões aqui. A primeira é a seguinte: o escritor, ele sempre escreve do seu próprio ponto de vista, mesmo que ele tente simular um outro ponto de vista, que é o que a gente chama de heterônimo, a gente sempre vai escrever a partir do que a gente acha que é aquele outro ponto de vista. Mas assim, quantas pessoas você conhece que escreveram com heterônimos, né? A maioria das pessoas simplesmente escreve do seu próprio ponto de vista e pronto, acabou, mesmo quando elas estão inventando mundos diferentes. Então, mesmo inventando mundos diferentes, como o Lewis fez nas Crônicas de Nárnia, o Tolkien fez lá na Terra Média e o George Martin faz nas Crônicas de Gelo e Fogo, você usa coisas que são tão comuns pra sua cultura, pro seu modo de pensar, que nem passa pela cabeça que certas coisas podem soar super estranhas para outras pessoas, se não do seu próprio país, talvez, sei lá, de outro continente. Mas não se engane, muitas coisas que para você parecem super simples, cotidianas, corriqueiras, outras pessoas vão achar curiosas, vão achar interessantes, vão achar que são até uma peculiaridade sua sem que você nem sequer pense nisso. Ou seja, ou seja, a primeira questão aqui é: nem o próprio autor consegue compreender todas as nuances embutidas nos textos dele mesmo. Por quê? Porque muitas coisas ele nem está considerando que vai ter um impacto diferente em culturas diferentes, em pessoas com histórico diferente, mas você nem precisa ir tão longe assim, porque a segunda questão é que é impossível você entender, você conhecer todas as nuances que um autor pretendeu colocar no seu texto, logo, logo, a gente tem que entender que escrever bem cumpre outras funções, muito mais do que a clareza quando a gente tá falando de literatura ficcional. Agora pense comigo aqui nos escritores iniciantes que, quando vão tentar escrever bem, eles tentam lá rebuscar o vocabulário, escolher palavras arcaicas, forçar imagens, por exemplo, metáforas que às vezes não fazem nenhum sentido, fazer referências à literatura mais pesada, como por exemplo Camões, a Ilíada ou qualquer outra literatura assim que pouca gente leu. Por que que os iniciantes gostam tanto de fazer isso? Por quê? Vou dar um tempinho para você pensar aí. Por que que um iniciante, apesar talvez dessa mesma pessoa dizer que uma boa escrita ou escrever bem seja escrever com clareza, seja se comunicar bem, porque mesmo essas pessoas acabam, quando vão escrever suas ficções, rebuscando excessivamente o seu vocabulário? Porque os escritores iniciantes acham que uma escolha rebuscada de vocabulário, que um vocabulário muito extenso, floreado, cheio de firulas, transmite um efeito de prestígio. É como se fosse um sinal social. E para provar o meu ponto, eu quero falar um pouco sobre esse outro item aqui, ó. O sintoma no comércio: quantas fachadas, quantas empresas você já não viu por aí com nomes estrangeiros ou às vezes são até palavras em português, só que a pessoa usa apóstrofo sem nem saber para que que serve aquilo, usa errado. Inclusive, uma outra maneira de expressar isso também seria o nome que as pessoas dão aos seus filhos, né? É muito comum, muito comum no interiorzão, principalmente. Isso acontece em todas as regiões do país, inclusive em todas as classes sociais. Mas é muito mais comum entre pessoas mais pobres colocarem nomes super esquisitos nos seus filhos, porque elas estão considerando que aquele nome americanizado, por exemplo, soe um pouco mais moderno, alguma coisa, justamente como eu disse, com maior prestígio, não é verdade? É isso que acontece. Agora vamos voltar para esses nomes de lojas que são americanizados. Muita loja por aí usa nomes em inglês na sua fachada em que os seus usuários, os seus clientes nem sabem ler aquilo lá. E uma grande parte desse público simplesmente não vai ter a menor ideia do que aquele nome significa. Então veja, existe um efeito estético aqui que essas lojas, que esses pais que nomeiam os filhos com nomes americanizados também estão buscando, que escritores amadores nem percebem que eles estão fazendo a mesma coisa. Se você perguntasse, né, por que que você tá usando essa palavra assim, cara, o seu leitor vai entender o que é isso aqui? E a primeira coisa que o cara pensa é: "Ah, mas o Machado de Assis escrevia assim, todo mundo gosta dele." Mas o Machado de Assis escreveu isso muito tempo atrás, quando a linguagem era diferente. E ele escreveu isso com um propósito. Não foi só por causa de estética. Se você não entende o propósito por trás do jeito que os seus autores preferidos escreveram, não tente imitá-los, porque o que você tá fazendo é equivalente a colocar o nome de Óstito no seu filho. Com todo respeito aos Óstitos por aí, tá? De qualquer forma, se você não compreende o sistema que gerou aquele código linguístico que você gostou de ler, que gerou esse efeito que você gostou, então não tente copiar. Faça do seu jeito. Tente gerar o efeito que você gostou, sem copiar a forma que você gostou. Sempre que você gostar de uma coisa num texto de um autor, principalmente dos clássicos, você tem que fazer um esforço para tentar relacionar a forma do texto com a finalidade pretendida pelo autor. E eu não tô falando de você tentar entrar na mente do autor para entender o que ele quis dizer. Não, gente, não é isso não. Eu tô falando só de análise literária mesmo. Inclusive, eu já provei esse ponto aqui. Eu demonstrei esse ponto no meu vídeo sobre narratário. A gente tem uma playlist super pequenininha aqui com dois vídeos só sobre narrador e narratário aqui no canal. Então, por favor, veja o segundo vídeo, que é sobre narratário. Eu dou dois ou três exemplos muito bons lá sobre, por exemplo, o porquê de o Machado de Assis narrar as histórias daquele jeito, com tantas coisas que nenhum leitor vai entender, e mesmo assim causa um efeito interessante, porque existe um papel semiótico na linguagem. Eu já vou chegar nesse ponto, mas pare aqui depois de você assistir este vídeo, assista o meu vídeo sobre narratário que você vai entender por que, por exemplo, o Machado de Assis usa uma linguagem mais rebuscada às vezes ou faz referências mais rebuscadas. Mas meu ponto aqui é o seguinte: quando você replica coisas que você não sabe, você não consegue gerar o efeito e você soa como um pateta. Para você não fazer isso, o meu próximo ponto aqui é que cada escolha, cada decisão sua na escrita tem que ter uma função narrativa. Tem um livro muito importante aí que é o do Vladimir Propp, e ele analisou muitos, muitos e muitos contos russos. Ele explica lá uma coisa no livro dele que é interessante, que é o fato de que é muito óbvio, é muito aparente que cada elemento de um bom conto ou até cada ação de um bom conto, de uma boa prosa, acaba cumprindo papéis definidos nessa progressão de narrar o conto, de desenvolver a história do personagem. Então, em termos simples aqui, tanto a escolha de palavras quanto o ritmo que você impõe às frases, o ponto de vista, a ordem com que os eventos são narrados, todas essas coisas têm que cumprir um objetivo, um efeito verificável na sua literatura. Se uma míera palavra não cumpre o efeito desejado, então você corta ou muda. Porque escrever bem na literatura significa você ajustar a sua linguagem à estrutura que você está usando para poder produzir efeitos específicos. Deixa eu dar alguns exemplos de efeitos específicos aqui para você não ficar voando aí, né? Então, por exemplo, a linguagem junto com a estrutura, você vai usar para construir tensão, para você construir a compreensão progressiva dos fatos, do arco de transformação do personagem, a construção de expectativa. Olha só como a linguagem é importante aqui. Você não pode jogar fora esse elemento só para tentar mostrar que você é leitor de Machado de Assis. Quer ver outro caso? A construção das vozes, por exemplo, a distinção entre a voz do narrador e a voz dos personagens. Como é que você vai fazer isso se todos os seus personagens falam do mesmo jeito? Você nem cogitou que a terminologia, que as expressões que os seus personagens usam, inclusive o narrador, vão expressar o tipo de pessoa que eles são? Por que raios uma criança de 6 anos na sua história vai falar com palavras rebuscadas usando mesóclise toda vez que ela pode? Você tá entendendo o problema aqui? Você precisa sim de um tipo específico de clareza quando a gente tá tratando de literatura, mas no sentido de que você precisa fazer a sua linguagem servir à trama, servir à narrativa, se é que você pensou nos efeitos que você quer causar com cada uma das cenas. Eu vou falar um pouco mais sobre isso no próximo vídeo, não muito, mas eu vou falar um pouquinho mais sobre subtexto, por exemplo, que é uma forma estrutural da sua prosa passar mais ou menos informações implícitas pro leitor. Ou seja, é ter um tipo de prosa, um tipo de escrita que, apesar de claríssima, não esclarece todas as coisas no texto. Você dá um jeito de provocar o seu leitor a reconstruir certas relações textuais. Isso só tem como você fazer de uma maneira, com uma linguagem que coordene esse processo. Eu vou dar um exemplo só aqui, justamente daquele ponto que a gente sempre bate em cima aqui, que é o *show, don't tell*. Eu falei um pouco mal sobre isso, falei mal e bem disso no último vídeo, vou falar sobre isso no próximo vídeo também de alguma forma, mas deixa eu te dar um exemplo aqui, ó. Pensa no seguinte: a gente tá falando aqui de semiótica da linguagem, certo? Pensa no seguinte. Imagina que você tá lendo uma história e um personagem que acabou de entrar em cena, olhando pro espelho, ele admite ou ele declara que ele é muito orgulhoso. Qual será que era o efeito que o escritor pretendia? Ele queria simplesmente que o personagem admitisse que ele é orgulhoso? Ele queria de fato demonstrar que o personagem é orgulhoso? Ele queria que outros personagens da obra não gostassem dele porque ele é orgulhoso? Ou ele queria tentar convencer o leitor de que o personagem é orgulhoso? Olha quantos propósitos diferentes um escritor poderia ter com isso e que talvez ele não vá conseguir alcançar se ele não pensar na hora de escrever. Como é que você vai construir o efeito específico que você quer? É muito fácil você na tua cabeça rotular um personagem como orgulhoso, mas os efeitos por trás disso podem ser diversos. Para cada um dos efeitos exatos pretendidos, você tem que construir na sua narrativa. A impressão que você quer causar com um personagem ou com uma cena vai surgir dessa combinação de descrições, de diálogos, de escolha de cenas e inclusive das palavras. Então veja que escrever bem consiste basicamente em você alinhar a seleção lexical terminológica que você fez, o jeito de falar, o jeito de se expressar, com as cenas que você escolheu. Você não pode desperdiçar essa parte tão importante da construção do personagem, que é a linguagem. Outro ponto importante sobre a semiótica da linguagem é na questão do público-alvo e do gênero. Veja bem, um conto de terror, por exemplo, ele exige um tipo de economia textual diferente de uma fantasia. Ele vai exigir inclusive um foco sensorial muito diferente de uma fantasia. E agora pensa numa comédia em que o *timing*, junto com a quebra de expectativa, talvez sejam as coisas mais importantes. Enquanto isso, um leitor de romance psicológico vai aceitar muito mais fácil uma fala introspectiva muito grande ali, muito longa. Onde é que entram aqui as palavras bonitas ou as palavras rebuscadas? Em lugar nenhum. O critério aqui não é você usar palavras rebuscadas, nem palavras bonitas, é você reforçar o campo lexical, o universo lexical do seu universo, para adequar a sua linguagem ao efeito que você pretende. Escrever bem na literatura de jeito nenhum é você escrever simplesmente de forma clara, como a gente tá vendo desde o começo, mas também não tem nada a ver com escrever de forma muito rebuscada, a não ser que isso sirva à sua estrutura narrativa. Mas veja, a parte mais importante de escrever bem na ficção é justamente a narrativa em si, é a qualidade da sua prosa. Então, ao invés de você ficar perdendo tempo rebuscando o seu palavreado, reescrevendo ali as frases por causa desse efeito psicológico que você quer que o texto tenha sobre o seu leitor, achando que você é grande coisa, por que é que você não para para escrever bem os pontos de virada do seu texto, para melhorar o ritmo da leitura, para fazer cenas com funções mais claras para apresentar o personagem, para complicar a vida do personagem, para inverter a sorte do personagem, para fazer um bom clímax? Escrever bem é você colocar cada cena a serviço de um movimento ali no seu enredo. E é por isso que, nesse sentido, nem tem como você simplesmente separar a linguagem da estrutura. Você até pode separar de certa forma estrutura de linguagem se você conseguir pensar em um jeito de você usar essa distância entre essas duas camadas importantes do seu texto para causar um efeito no leitor. E sem essa relação entre a linguagem e a estrutura, a sua escrita vai virar só um ornamento, só um enfeite, e o leitor vai perceber. E o que é que você pode fazer na prática para melhorar os seus textos nesse sentido? Bom, considere o seguinte: para cada trecho do seu livro, para cada trecho da sua história, talvez cada parágrafo, cada capítulo, depende do tamanho do material que você tá escrevendo, para cada cena, talvez, você precisa definir o efeito que você pretende ter no leitor. É a primeira coisa que você tem que fazer. Qual é o efeito que você quer que aquela parte, aquela cena, aquela situação que você escolheu narrar tenha no leitor? É a primeira coisa. Porque se você não souber onde você quer chegar, você simplesmente não vai chegar a lugar nenhum. Não é assim que a gente fala? Feita essa primeira coisa, que é definir quais efeitos você pretende em cada parte do livro, agora então você vai fazer uma revisão para verificar se as palavras, se as expressões, se as metáforas que você usou realmente combinam com o efeito que você pretendia, principalmente observando o contexto. Naquele contexto, essas palavras aqui vão causar esse efeito? Elas vão contribuir para esse efeito que eu quero? E se você perceber que elas não estão fazendo isso, o que é que você faz? Você ajusta o ritmo das frases conforme a ação da cena. Pensa um pouco nisso aqui, ó. Não é difícil. Se o personagem está com a perna rasgada ou se ele tá só deitadão no sofá esperando alguma coisa? A tensão é diferente, a expectativa do leitor é diferente, o palavreado, portanto, vai ter que ser diferente. Se o personagem está com pressa ou se ele está entediado, se ele está apaixonadinho ou extremamente irado, o palavreado, toda a terminologia que você vai escolher, o vocabulário deve se adequar a essa cena. Você não pode desperdiçar a linguagem. Talvez você até esteja pensando aí que isso aqui é óbvio demais o que eu tô dizendo, mas você pensa nessas coisas quando escreve ou você fica escolhendo vocabulário porque você quer causar um efeito de prestígio, de status pro seu leitor? Se tanto escritor vacila feio na linguagem, então é porque essas coisas não são tão óbvias, não. Pelo menos não para escritores iniciantes. Vamos lá, é o quarto item aqui. Na revisão do seu texto, tente confirmar se existe realmente uma coerência da voz do personagem com quem ele é, com o temperamento dele, com o caráter dele, com a personalidade dele. A mesma coisa serve pro narrador. Eu diria até que é muito importante pensar também nesse sentido no narratário, mas não quero elaborar muita coisa sobre isso, porque a gente já tem um vídeo inteiro sobre isso aqui no canal, que vai estar aqui nos cards e na descrição também. E para fechar aqui com uma quinta dica nesse vídeo, eu diria o seguinte: todas as cenas, sejam de ação, de descrição, de diálogo, todas elas no seu conto, no seu romance, precisam cumprir pelo menos uma dessas duas funções: avançar a trama ou desenvolver personagem. Se qualquer cena que você colocou lá não está cumprindo essas funções, tira de lá. Ah, mas é uma informação importante, não tem como tirar. Então, mude essa cena para construir personagem ou para avançar trama. Isso serve também pras expressões que você usa, pras metáforas que você usa. Nunca fique usando metáforas do ChatGPT, tá? O ChatGPT não sabe fazer isso. Muito escritor iniciante se impressiona com as metáforas lá do ChatGPT e deixa no texto achando que ninguém vai perceber, sendo que essa é uma das primeiras coisas que um revisor percebe. Mas enfim, nada dessas coisas pode estar no seu texto à toa por pura estética. Você precisa aprender a escrever fazendo um uso consciente da linguagem. Então, colabore com você mesmo como escritor e não fique imitando os seus autores favoritos sem compreender o que é que eles estão fazendo. Se você admira alguns autores consagrados aí e quer escrever como eles, primeiro tente identificar a função narrativa das escolhas que eles fizeram. Não é a aparência que você tem que copiar, é a função narrativa. E é assim que você vai fazer com que cada camada do seu texto tenha uma função, tenha um objetivo. Então, para fechar aqui, o que que é escrever bem? O que que é escrever bem? Escrever bem na literatura ficcional é você conseguir controlar a sua linguagem e as estruturas da narrativa para produzir o impacto emocional eficiente no seu leitor. Então, tanto a clareza na escrita quanto essa obscuridade de vocabulários muito rebuscados podem ser usados, podem ser bem aplicados, bem utilizados quando eles conseguirem cooperar com o efeito que você queria. A medida da qualidade do seu texto não está na quantidade de palavras rebuscadas que você usa, mas na adequação da linguagem à estrutura, ou melhor, em o quanto essa sua linguagem coopera pra narrativa. E essa é uma das coisas que a gente ensina aqui nesse canal. Então, se você gostou do vídeo, comenta aqui embaixo alguma coisa, deixa o seu like. Mas por esse vídeo é isso. Até mais.
ATENÇÃO, ESCRITOR INICIANTE! A armadilha do vocabulário difícil na literatura!