Tal qual no nome, na arte inda menor,
Que os versos de Lovecraft louvem Loveman, o Cantor:
Quão abençoado és, que pelo dom do canto
Pertences à fonte do Pireu, templo e espanto.
Filho de Apolo; amado das Nove Musas;
Em teus versos, a dotação de Orfeu abusa.
Com as puras palavras da era de ouro de Shakespeare,
Alegras o estudo e o palco onde a alma respira.
A Beleza imaculada move teu estilo mágico
Enquanto adornos raros se acumulam no trágico.
Em ti não há mancha dos tempos modernos;
Tua métrica límpida é um riacho terno:
Livre de escórias, cintila ao correr,
E a cada giro de pensamento mais fundo quer ser.
No voo célere e etéreo da Fantasia sutil,
Que outro poeta alcança teu cume abrilhantado e febril?
Teu verso altaneiro sacode os grilhões da terra,
E o reino de Saturno em ti de novo se encerra.
To Samuel Loveman, Esquire, on His Poetry and Drama, Writ in the Elizabethan Style (Poesia #50)