O Artefato da Purificação (Antes dos eventos de “O Anúncio da Sentença“)
Este plot se passa em uma era pré-dilúvio — quando a corrupção humana e a influência dos nefilins estão crescendo —, mas antes do anúncio de Nuhat. Um jovem humano descobre um artefato antigo dos drishs que permite eliminar almas corruptas. Inspirado por um desejo de justiça e poder, a princípio sincero, ele o usa para “purificar” a sociedade, mas acaba se corrompendo ao definir justiça de forma simplista, com base no artefato.
- Arco 1: Descoberta e Idealismo Inicial: O protagonista, o filho do guardião de um vilarejo atormentado pela maldade dos nefilins, encontra um artefato em uma ruína, a quilômetros de onde mora. De alguma forma, ele sabe que aquele objeto foi desenvolvido para eliminar criaturas em quem se detectasse maldade e corrupção moral. Assim, ele começa a testá-lo eliminando criminosos locais, ganhando apoio secreto de aldeões e acreditando estar restaurando a harmonia na região, visando atacar os nefilins.
- Arco 2: Conflito e Manipulação: À medida que rumores se espalham, ele atrai a atenção de acsï insurgentes, que o veem como uma ameaça potencial. O protagonista forma alianças com humanos corruptos para se proteger, dando a garantia de eliminar seus concorrentes desde que sejam pessoas perversas.
- Arco 3: Clímax e Queda: O protagonista tenta usar o artefato contra os nefilins em massa, mas sua corrupção o faz falhar, levando à destruição do artefato e acelerando a decisão de Nuhat pelo dilúvio, deixando-o como um mártir esquecido.
Coisas que o protagonista não sabe:
- O artefato não detecta o que as pessoas acham. Os drishs sentiam que pessoas muito raivosas, rancorosas ou vingativas emitiam um odor característico, mas muito sutil, e desenvolveram esse artefato que ajudava a detectar isso a uma distância maior, envenenando rapidamente e matando quem se aproximasse de Drish-Há. Ou seja, eles estavam tentando afastar pessoas coléricas, desequilibradas e potencialmente perigosas.
- Aquilo que o artefato detectava poderia matar também pessoas que tivessem acabado de passar por um estresse psicológico/emocional muito grande e que tivessem motivos reais e justos para desejar vingança, ainda que não a fossem buscar com as próprias mãos.
- O artefato começa a matar pessoas justas, bondosas, até heróicas, e o protagonista, mesmo achando estranho, passa a confiar cegamente no “julgamento” do artefato.
- Aliados corruptos e perversos, porém frios e calculistas, não são detectados pelo artefato, mas muitos dos seus oponentes são.